quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tantas Vezes Campeão



Já disse isso e repito, a despeito de todas as rivalidades do futebol, me dói ver qualquer time caindo pelas tabelas (exceto o VaiCurintia, que esse eu ri mesmo), e resignada com a situação nada agradável do meu time ainda consigo encontrar um cantinho pra sangrar em três cores pelo Fluminense.

O Flu é grande, enorme, mas sofreu e sofre na mão de uma administração xexelenta. E pior, seus torcedores vêem diante dos olhos um repeteco assustador. Torcida exemplar, sem abandonar o time, prende a respiração, fecha os olhos e repete baixo pra si mesma: "o Fluminense me domina, eu tenho amor ao tricolor". É triste, e o mais triste...que é uma tragédia anunciada e que poderia ter sido evitada. Se não tivessem esperado tanto pra tentar resolver.

O Tricolor Carioca nasceu em berço de ouro, pai estrangeiro, casa arrumada. No ano de 1902 o Flu já surgia com ares de profissionalismo e a famosa disciplina que fascina. Foram décadas servindo o ainda jovem futebol brasileiro que culminaram na Taça Olímpica, em 1949. O Flu foi então agraciado pelo Comitê Olímpico Internacional pelos seus préstimos ao desporto como um todo. Não há no mundo nada maior que essa Taça. E ela reside na bela sede das Laranjeiras. Única na América Latina. E única obtida por um time de futebol.

Além desse reconhecimento, o Fluminense já foi buscar muitos outros títulos entre eles 30 Estaduais, um Brasileiro, uma Taça de Prata, uma Copa do Brasil, dois Rio-São Paulo, uma Copa-Rio e sim, um título de Campeão Brasileiro da Série C. Isso, Série C! O time que nasceu em berço de ouro já desceu ao inferno das viagens longas, dos pastos e da falta de estrutura. Voltou de forma duvidosa, mas voltou, firmou-se na elite do futebol nacional novamente. Quase venceu uma Libertadores, arrancou dos favoritos, São Paulo e Boca Juniors, a chance de erguer aquela taça. Também não ergueu, tinha uma LDU no meio do caminho.


Da final da Libertadores para a rota do inferno. Novamente. Trapalhadas, técnicos indo e vindo, acomodação, sonolência, apatia, derrotas, lanterna. Essa é a realidade do Fluminense HOJE. Tantas vezes campeão...de Telê, Castilho, Rivelino, Gérson, Renato Fitinha do Porcão, e do meu vô (sim, o Coronel foi atleta de salto do Fluminense). HOJE é sombra do que já foi. Mas não será pra sempre, pois o Flu esteve no chão, levantou, fez gol de barriga, eliminou o São Paulo nos acréscimos, e no sangue do encarnado, vai voltar a reinar grande no futebol.

Domingo, Botafogo e Fluminense fazem jogo de vida e morte.Torço pro meu time, é claro, mas torço para que Flu ache seu caminho de volta sem que o cegue o furor da batalha nem que o fira o rival.

Nilmar, Castillo e Maradona. Todos Querem Chegar na África.



Noite elétrica nas eliminatórias sulamericanas da Copa, do começo ao fim.

A Seleção do Uruguai, que já viu dias melhores, precisava de uma vitória para seguir viva no propósito de estar ano que vem na terra de Joel Peiseime. Conseguiram somar 21 pontos e ficar na sexta posição da tabela, posição essa que permite à Celeste sonhar com essa classificação.  O cenário ajudou, o Estádio Centenário de Montevidéu. Suárez, Scotti e Eguren também ajudaram, cada um com um gol. Valdez não quis ajudar muito e conseguiu ser expulso.

Castillada que é sempre Castillada, não tem jeito, tentou ajudar, mas falhou bizonhamente no gol da Colômbia. Ele, que é baixinho, ficou a catar borboletas ao sair TODO ERRADO (é, eu sei, falar que o Castillo saiu todo errado é quase uma redundância) pra cima de Martinéz. Mas Castillada é esforçado, torço para que seu país consiga a suada classificação e ele possa correr livre pelas savanas africanas gritando: "Mira, mira!"

No jogo seguinte, uma quase-morta Argentina pegava um eficiente Paraguai. Guerra de vizinhos para os hermanos, mais uma vez. E mais uma vez, a boa vizinhança não foi cortês com os cabeludinhos. Cabañas e cia. atropelaram a AlviCeleste sem dó nem piedade. Apesar de terem vencido por apenas um gol de Haedo (advindo de um passe do gorducho Cabañaço), o time do Paraguai era nitidamente melhor e mais calmo, enquanto o time liderado por Don Diego tentava não meter os pés pelas mãos. Verón que tava pedindo um vermelhinho desde o início da partida, conseguiu o que queria no segundo tempo e restou a Maradona assistir de camarote à outra derrota de seus comandados. A repescagem segue cada dia mais próxima.

Dizem que Messi jogou. Eu não vi. ¬¬

Pra fechar a noite de um jeito bem gostoso, o Brasil recebeu o Chile em Salvador. E Nilmar, com a grande chance de mostrar a Dunga que tem, sim, condições de ir para a South Africa como titular no lugar do filho do Pelé (AKA Robinho) resolveu que ia brilhar muito no Corinthians e mandou ver numa noite inspirada.

Ao seu lado, um Adriano meio grosso com um forte #uóxitãofeelings, não conseguiu muito apesar de ter corrido, se esforçado e dado uma grande força na zaga. Espero que o Dunguete dê mais uma chance pro Imperador! Também gostaria de vê-lo embarcando totoso (por que, vamos combinar, Adri deu uma emagrecida e tá um PETÁCULO) para a Copa.

O Brasil chegou a abrir 2 x 0 de vantagem, com Nilmar e Júlio Baptista, e o Chile correu atrás do empate e com um 2 x 2 no placar, Nilmis decidiu que era hora de pôr ordem na casa, conseguiu mais dois, quase que seguidos e escreveu seu nome no Pituaçu. Espero que o Dunga tenha assistido o mesmo jogo que eu, pois Nilmar tem bola, sim, apesar da cara de chorão.

O Imperador ainda conseguiu a proeza de ser substituído pelo ReTardelli, que também pouco fez, como era esperado. Felipe Melo, que não fez boa partida, foi expulso, André Santos jogou daquele jeito lá dele, meio VaiCurintia e também foi substituído, por Elano. Sandro entrou por que o Dunga é Colorado. SÓ!

Vale comentar sobre o goleiro chileno, Bravo, um quase Castillo que bateu roupa, saiu errado, buscou bola fora da área, e catou cavaco atrás da pelota. Mais um pouco e ele chega no nível Castillada de ser. Precisa só aprender a ficar pulando feito mico de circo (ai, Casti...te amo!).

E, seguimos assim, Brasil e Paraguai já com passaporte carimbado. Uruguai e Argentina brigando pra chegar lá.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jenny Visita - O Museu do Futebol



"Visitar o Museu do Futebol é visitar a história do Brasil no século XX e descobrir por que somos habitados pelo futebol."

Pois é, lindezas, eu ainda não tinha ido ao Museu do Futebol, localizado no Estádio Paulo Machado de Carvalho A.K.A Pacaembu. Nesse feriado, decidi finalmente ir. Como todo bom museu, as fotografias são proibidas lá dentro, por isso vocês ficarão somente com meu relato escrito, mas vale a pena.



Começando pelo preço do ingresso, 6 honestíssimas realidades, que nem pesam no bolso de ninguém. O museu é algo incrível, para quem gosta de futebol, para quem gosta de história ou para quem quer só um passeio tranquilo e divertido. Aliás, só chegar até a Praça Charles Miller e olhar o Estádio já é um prazer, fácil um dos mais bonitos que vejo, a fachada tá um luxo de bem cuidada. Mas tome cuidado caso vá de carro, logo na entrada da praça, vários molequinhos vão tentar te vender um cartão da Zona Azul por R$10,00 (um absurdo!). NÃO COMPRE!!!! Comprando na bilheteria do Museu ou no Bar Brahma ao lado, o mesmo cartão sai por R$1,80 pelo mesmo período de três horas.

Mas vamos ao que interessa...logo na entrada do Museu, um salão enorme abriga coleções de times de futebol de botão, flâmulas, camisas de times  (essa exposição é temporária e vai somente até dia  06 de Dezembro) e fotografias de itens colecionáveis . Eu apaixonei de tal maneira por um jogo de botão do Juventus lindíssimo, pela camisa antiga do Londrina, pela flâmula do Nilton Santos e pela pin-up corintiana pendurada na parede. Também achei curiosa a flâmula do Inter onde um capetinha descia o sarrafo no mosqueteiro. Espirituoso. E se você tiver companhia e tempo, dá pra bater uma partidinha de botão nas mesas disponíveis.

Subindo a escada rolante, você é recepcionado por um Rei Pelé bilingue no melho estilo Joel Peiseime. E aí velhinho, é a hora de preparar o coração apaixonado. Por que dali é para uma sala escura onde os maiores jogadores do país flutuam no ar. Depois de ficar babando alguns minutos (por que é realmente muito bonito) sente numa das cabines e escute os maiores radialistas do país narrando gols históricos desde os anos 30 até 2006. Depois levante e use uma das televisões para ver e ouvir vários apaixonados por futebol narrando seus gols favoritos de seus times. Destaque para Aníbal Massaini e o gol do Denner pela Lusa em cima da Inter de Limeira, Sérgio Xavier e o gol de 81 de um Grêmio desacreditado e Galvão Bueno e o pênalti do Baggio.

Terminando essa experiência, você passará por uma porta giratória e subirá mais uma escada, para chegar no meu canto favorito. Debaixo da arquibancada do Pacaembu, no lugar que é de direito delas, as 30 maiores torcidas do país dão aquele show que eu tanto gosto. O barulho é ensurdecedor, mas o clima é de paixão total. Perguntei se podia colocar uma cama e viver ali. Fiquei uns 10 minutos apreciando o show e não vi a do Botafogo :( mas vi a do Grêmio, que chega a dar medo. O.o

Mais uns passinhos e uma sala mais clara e mais silenciosa para contar os primórdios do futebol brasileiro, ande mais um pouco e um salão maior só para Leônidas da Silva e Domingos da Guia, onde é traçado um paralelo entre os inventores do futebol-arte e escritores e músicos importantes.

Aí, depois disso, prepare o coração e o fígado, por que dói. Dói na alma. Uma instalação te leva direto para o Maracanaço em 1950. O Brasil tinha essa Copa ganha, bastava um empate com o Uruguai dentro de um Maracanã loado até a boca. Até o segundo gol da Celeste, um coração bate, depois disso é silêncio total. É a sensação de ver um Maracanã calar.

E não, você não pode pular a instalação, é obrigatória. Você tem que passar por isso! Tem que sentir a dor para chegar na próxima sala, bem mais alegre, com a história de todas as Copas. E cada espaço, dedicado aos anos, trazem o futebol e os fatos que ocorreram no mundo naquela época.

Pelé e Garrincha têm espaço só para eles. Com direito a camisa usada pelo Rei (dá um arrepio só de chegar perto...certo que eu já cheguei bem mais perto do Pelé, mas fiquei com vergonha de falar com ele ¬¬). Daí para o labirinto cheio de placas com curiosidades sobre o esporte, incluindo a maior goleada da história (Botafogo 24 x 0 Mangueira), menor público de um jogo (55 nego assistindo o Juventude no Olímpico) e tantas outras coisinhas pitorescas, explicações sobre jogadas, bolas e chuteiras através dos tempos e mesas de totó (ou pebolim, como você preferir) pra você se divertir.

Passando o labirinto, você chega a um portão aberto que dá direto para uma vista belíssima do Pacaembu, de frente para o Tobogã da Pobraiada. Vale lembrar que assim que entrei, dei de cara com um Colorado ¬¬, ande mais um pouco e assista uma seleção de gols, dribles e defesas. Desça mais uma escada e observe sobre sua cabeça as bandeiras dos maiores times do Brasil (a do Botafogo tá logo no começo) para então chegar na parte divertida da coisa, onde você pode jogar com uma bola virtual, bater pênalti e perder uns minutos olhando as fichas dos times.

Terminado o passeio, aproveite para passar na lujinha da Roxos e Doentes, comprar uma camisa nova do Corinthians, que ficou uma coisa linda (eu admito) e tomar um choppinho no Brahma. Com direito a sambinha e torcedor do Flamengo na mesa.

MUSEU DO FUTEBOL
www.museudofutebol.org.br
(11)3664-3848
Inteira R$6,00
Meia (para estudantes e maiores de 60 anos) R$3,00
Crianças até 7 anos não pagam
Horário de Funcionamento
Museu - terça a domingo 10h às 18h
Bilheteria - terça a domingo 10h às 17h
NÃO ABRE NOS DIAS DE JOGO.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Quem É o Técnico do São Paulo?



Teoria da conspiração MODE ON.

Já há dias tenho pensado no comportamento de Ricardo Gomes à beira do gramado. Ricardo, mesmo depois de aclimatado ao tricolor paulista, ainda parece distante e alheio ao jogo que se desdobra a sua frente. De duas uma, ou Ricardo Gomes é mesmo um tiozão mega tranquilo, ou Ricardo Gomes não é, de fato, o técnico do São Paulo Futebol Petecas e Semana de Moda de Milão.

Vejam bem, vamos raciocinar juntos: Ricardo Gomes nunca teve nenhum trabalho de grande expressão dentro do país, estava bem quietinho lá no estrangeiro quando surgiu tal qual um coelho de dentro da cartola de Juvenal "Ardiloso" Juvêncio. O São Paulo afirma que já tinha sondado o Ricardão na era pré-Cuca, que nem era tão novidade assim.

O que também não seria novidade no Morumbi é ter duas pessoas diretamente responsáveis pelo time. A dupla Rojas/Milton Cruz já fora utilizada em 2003. Rojas era o homem que comandava ali no gramado, enquanto Milton comandava lá de cima. Estaríamos tendo um repeteco velado de tal prática?

Milton Cruz está junto com o São Paulo desde mil novecentos e sempre, conhece aquilo lá como a própria bunda. Mas afirma categoricamente que não quer ser técnico. E eu entendo. Nos bastidores é tudo mais tranquilo, em caso de #fail ninguém sai pedindo cabeça do auxiliar técnico e sim do caboclo que está dando a cara pra bater no comando. Então pra que queimar alguém tão antigo e experiente nessa frigideira que é ser técnico? Pra que jogar Milton Cruz numa fogueira? Não, Juvenal, bicho matreiro que é lançou mão de um laranja, alguém que aceitaria pôr a cara a tapa, mas sem realmente apitar lá dentro. Não seria fácil convencer uma das figurinhas carimbadas em exercício atualmente no país para tal, afinal todo mundo tem sua cota de vaidade. Simples seria catar alguém expressivo feito um picolé de chuchu, fora da terra brasilis e dizer: "você é o meu laranja".

Poxa, mas e os louros? Em caso de vitória irão todos para o Ricardô Gomê e Miltaço ficará lá chupando dedo mesmo sendo o responsável direto por ela? Ossos do ofício. Coisa de quem faz o que faz por amor e não por melindre. Eu acho plausível que um cidadão como o Milton aceitasse algo do tipo. Não seria uma grande novidade pra ele.

Ricardo teve pouco tempo hábil para fazer o que fez com um time que praticamente não via jogar, que não estava nem próximo da realidade dele. Isso me faz ficar pensando nessas teorias conspiratórias. Ahhhh mas o time podia estar só fazendo corpo mole com Muriçoca e tratou de jogar feito macho com outro técnico...tudo bem, pode ter acontecido isso, mas muita gente nesse elenco do São Paulo tem grande respeito pelo Muricy, me recuso a crer nisso.

Eu acho que o técnico do São Paulo, na real, atende pelo nome de Milton Cruz. Ponto. Mas isso é achismo conspiratório de uma mente ressacada num feriadão.

Teoria da conspiração MODE OFF.

RÁÁÁÁÁ, PEGADINHA DO JUVENAL!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Patre Primordium Para iPhone



Quem me conhece, sabe, eu não sou grande entusiasta dos quadrinhos nacionais, acho que tem muita gente que faz muita merda e fica punhetando em cima, pagando de artista incompreendido e solitário. Mas não tenho a menor cerimônia de tirar o chapéu e reconhecer quando alguém faz um trabalho de primeira linha.

É o caso da dupla Ana Recalde e Fred Hildebrand, criadores da Patre Primordium. A roteirista e o desenhista têm se empenhado ( e eu vejo a Aninha correndo feito #alocka) para manter um material de qualidade, com periodicidade numa indústria que nem sempre prima por isso.

A edição #1 foi lançada no AnimeFriends desse ano, com direito a foto da primeira venda! GO, PATRE, GO! E agora, pouco tempo depois recebo a notícia que a Patre ganhou um app todo lindo e especial para leitura em iPhone, pela Gol Mobile. Então ficou super fácil pra você ter suas edições atualizadas na mão com som e sem cortes de quadro.

Ué, tem som? Tem, pô, falei que o negócio era firmeza! Com direito a sonoplastia desenvolvida pela Double Sound e com as vozes de Fernanda Fernandes, Flávia Saddy, Sérgio Fortuna, Sarah Souza e Mckeidy Lisita.

Segue vídeo SUPER bacana com a Aninha babando no filhote e um preview do aplicativo:

Curtiu? Então aproveita pra conhecer mais sobre a Patre Primordium e seus criadores no site e no blog.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Capitão de Três Cores



Para desespero do Zé da Fiel, esse é sim um post para gozar com o pau do Tcheco.

Anderson não é gaúcho, é paranaense de Curitiba, mas cresceu com o apelido de Tchê dado pelo vizinho, esse sim gaúcho. Tchê virou Tchêzinho, que virou Tchequezinho e por fim, Tcheco. Quer dizer, Anderson não é gaúcho por mero capricho do destino. Nasceu Tchê e virou homem em Porto Alegre.

Já faz algum tempo que a turma do amendoim pede a cabeça do Capitão da Azenha. E eu sei que tem gente lendo isso agora e pensando: "mas que porra essa garota querendo dar pitaco no time dos outros!" Antes de mais nada, Tcheco quer dar um título ao Grêmio, mas infelizmente ele não consegue fazer isso sozinho. Se pudesse faria.

Ninguém é Capitão da Azenha à toa. Ou pelo menos não deveria ser. Ninguém leva uma responsabilidade dessas nas costas, sem ter um belo par de bolas entre as pernas. Então acho engraçado quando a turma da chupeta reclama que o Tcheco é velho (ele tem 33 anos, pra quem não sabe). Queriam o que? Um moleque cheirando a leite? Que ia abaixar a cabeça na primeira derrota? Que não ia olhar nos olhos de vocês e dizer que "a gente joga por isso aqui" e apontar pra torcida?  Aquela braçadeira amarela, pesa viu?!

"A gente não é imortal pelo que faz dentro de campo, mas sim pelo que diz o hino e pelo que representa o Grêmio." Para o Capitão, o Grêmio é maior que tudo, maior que os jogadores, maior que a torcida, que as derrotas e que as vaidades. Não é o Tcheco que vai transformar o Grêmio em imortal, mas o Grêmio que vai imortalizar seu Capitão. E ele sabe disso.

Ele ama o que faz, e onde faz. Injusto bradar que ele não serve mais pra isso e que deve ir embora. Ele afirma que gostaria de se aposentar no próximo ano, terminar a carreira dele no Tricolor Gaúcho. Faço votos que consiga finalmente dar o título que ele tanto quer ao time. Torço para que ele levante uma Libertadores com um baita sorriso no rosto, ou então com aquela cara de choro que lhe é peculiar. Mas acima de tudo, faço votos que ele saia de cena como merece, respeitado.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Brasil X Argentina

Vinícius é daqueles que acham que a única vantagem de cruzar a fronteira pra chegar na Argentina, são as argentinas.  Então fizemos um trato, cada um escrevia sua visão sobre o, sempre emocionante, duelo de vizinhos, e trocaríamos os posts. O resultado do Ví, vocês conferem a seguir:


Hermanos? Só porque nascemos perto...


Brasil e Argentina... ou melhor, Argentina e Brasil fazem neste sábado (05/09/09) uma das maiores pelejas do futebol mundial. Sim, uma das maiores, e não a maior. Por que? Contem comigo:

Brasil penta vs Itália tetra. Captou? Vejam bem, essa é a MINHA opinião, e procurei nem pensar na minha descendência italiana. Ta, já sei, já sei, tem o lance da vizinhança... Ta, eu confesso! Perder prá Argentino dói mais. Voltemos ao texto então...

Daí que o jogo é importantíssimo para as duas equipes, mas principalmente pro lado hermano. Eles perigam ficar de fora da Copa 2010. E o Brasil tá a meio caminho da vaga. Pode até perder esse jogo, pois se fizer o dever de casa contra o Chile na próxima quarta-feira em Salvador, praticamente carimba o passaporte prá África do Sul.

Mas quem quer perder um jogo desses?



PENTACAMPEÃO!!!

A verdade é que Brasil e Argentina sempre fizeram jogaços. É aquela coisa: qualquer um dos times podem não estar bem, mas é o clássico, é a hora do pega-prá-capar e do sanguenozóio dos dois lados. Os argentinos preferiram levar o jogo prá Rosário, um estádio aparentemente acanhado, mas que a torcida, na verdade, fica em cima dos jogadores.

E é prá intimidar, claro! Eles adoram fazer isso quando a coisa fica feia pro lado deles. E no Monumental de Nuñes a torcida fica muito longe do campo para os padrões hermanos de pressão futebolística. Aliás, esse lance de pressão é uma coisa que, sinceramente, nós temos que tirar o chapéu para os nossos vizinhos. Torcedor brasileiro só sabe fazer barulho. Torcer e cantar como se a sua alma estivesse em jogo ali no campo, só eles.

E, é claro, não podemos deixar de citar as argentinas... não que as brasileiras não sejam lindas, mas parece que é aquela coisa: a grama do vizinho costuma ser mais verde, manjam?


Hola, que tal? Yo soy Messi! =D

Quem está acompanhando os noticiários esportivos sabe que as provocações já começaram dos dois lados quando as duas equipes reuniram-se para os treinos. Também, pudera: HOJE Messi é o melhor jogador do mundo e pode sim resolver uma partida, apesar dos desfalques do time do Maradona. Mas o Brasil tem Kaká, Júlio César, Luis Fabiano...

E na hora que a bola rolar vai ser aquela coisa: pode ser até gol ajeitando a bola com a mão (oi? Túlio?), mas o que importa é a vitória. Seriam os hermanos, hoje, a cereja do bolo verde-e-amarelo antes da Copa do Mundo? Ouvi ontem de um brasileiro que o melhor para a seleção brasileira seria a derrota, pois os comandados do Dunga abaixariam a bola antes da Copa. Olha, na boa... vou vibrar muito se o Brasil ganhar o jogo!

Nossos vizinhos que se virem prá pegar a vaga depois...


Agora querem ver o que yo tengo a dizer sobre os hermanos? Corre lá no Historiador Perdido então...

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