"Visitar o Museu do Futebol é visitar a história do Brasil no século XX e descobrir por que somos habitados pelo futebol."
Pois é, lindezas, eu ainda não tinha ido ao Museu do Futebol, localizado no Estádio Paulo Machado de Carvalho A.K.A Pacaembu. Nesse feriado, decidi finalmente ir. Como todo bom museu, as fotografias são proibidas lá dentro, por isso vocês ficarão somente com meu relato escrito, mas vale a pena.
Começando pelo preço do ingresso, 6 honestíssimas realidades, que nem pesam no bolso de ninguém. O museu é algo incrível, para quem gosta de futebol, para quem gosta de história ou para quem quer só um passeio tranquilo e divertido. Aliás, só chegar até a Praça Charles Miller e olhar o Estádio já é um prazer, fácil um dos mais bonitos que vejo, a fachada tá um luxo de bem cuidada. Mas tome cuidado caso vá de carro, logo na entrada da praça, vários molequinhos vão tentar te vender um cartão da Zona Azul por R$10,00 (um absurdo!).
NÃO COMPRE!!!! Comprando na bilheteria do Museu ou no Bar Brahma ao lado, o mesmo cartão sai por R$1,80 pelo mesmo período de três horas.
Mas vamos ao que interessa...logo na entrada do Museu, um salão enorme abriga coleções de times de futebol de botão, flâmulas, camisas de times (essa exposição é temporária e vai somente até dia 06 de Dezembro) e fotografias de itens colecionáveis . Eu apaixonei de tal maneira por um jogo de botão do Juventus lindíssimo, pela camisa antiga do Londrina, pela flâmula do Nilton Santos e pela pin-up corintiana pendurada na parede. Também achei curiosa a flâmula do Inter onde um capetinha descia o sarrafo no mosqueteiro. Espirituoso. E se você tiver companhia e tempo, dá pra bater uma partidinha de botão nas mesas disponíveis.
Subindo a escada rolante, você é recepcionado por um Rei Pelé bilingue no melho estilo Joel Peiseime. E aí velhinho, é a hora de preparar o coração apaixonado. Por que dali é para uma sala escura onde os maiores jogadores do país flutuam no ar. Depois de ficar babando alguns minutos (por que é realmente muito bonito) sente numa das cabines e escute os maiores radialistas do país narrando gols históricos desde os anos 30 até 2006. Depois levante e use uma das televisões para ver e ouvir vários apaixonados por futebol narrando seus gols favoritos de seus times. Destaque para Aníbal Massaini e o gol do Denner pela Lusa em cima da Inter de Limeira, Sérgio Xavier e o gol de 81 de um Grêmio desacreditado e Galvão Bueno e o pênalti do Baggio.
Terminando essa experiência, você passará por uma porta giratória e subirá mais uma escada, para chegar no meu canto favorito. Debaixo da arquibancada do Pacaembu, no lugar que é de direito delas, as 30 maiores torcidas do país dão aquele show que eu tanto gosto. O barulho é ensurdecedor, mas o clima é de paixão total. Perguntei se podia colocar uma cama e viver ali. Fiquei uns 10 minutos apreciando o show e não vi a do Botafogo :( mas vi a do Grêmio, que chega a dar medo. O.o
Mais uns passinhos e uma sala mais clara e mais silenciosa para contar os primórdios do futebol brasileiro, ande mais um pouco e um salão maior só para Leônidas da Silva e Domingos da Guia, onde é traçado um paralelo entre os inventores do futebol-arte e escritores e músicos importantes.
Aí, depois disso, prepare o coração e o fígado, por que dói. Dói na alma. Uma instalação te leva direto para o Maracanaço em 1950. O Brasil tinha essa Copa ganha, bastava um empate com o Uruguai dentro de um Maracanã loado até a boca. Até o segundo gol da Celeste, um coração bate, depois disso é silêncio total. É a sensação de ver um Maracanã calar.
E não, você não pode pular a instalação, é obrigatória. Você tem que passar por isso! Tem que sentir a dor para chegar na próxima sala, bem mais alegre, com a história de todas as Copas. E cada espaço, dedicado aos anos, trazem o futebol e os fatos que ocorreram no mundo naquela época.
Pelé e Garrincha têm espaço só para eles. Com direito a camisa usada pelo Rei (dá um arrepio só de chegar perto...certo que eu já cheguei bem mais perto do Pelé, mas fiquei com vergonha de falar com ele ¬¬). Daí para o labirinto cheio de placas com curiosidades sobre o esporte, incluindo a maior goleada da história (Botafogo 24 x 0 Mangueira), menor público de um jogo (55 nego assistindo o Juventude no Olímpico) e tantas outras coisinhas pitorescas, explicações sobre jogadas, bolas e chuteiras através dos tempos e mesas de totó (ou pebolim, como você preferir) pra você se divertir.
Passando o labirinto, você chega a um portão aberto que dá direto para uma vista belíssima do Pacaembu, de frente para o Tobogã da Pobraiada. Vale lembrar que assim que entrei, dei de cara com um Colorado ¬¬, ande mais um pouco e assista uma seleção de gols, dribles e defesas. Desça mais uma escada e observe sobre sua cabeça as bandeiras dos maiores times do Brasil (a do Botafogo tá logo no começo) para então chegar na parte divertida da coisa, onde você pode jogar com uma bola virtual, bater pênalti e perder uns minutos olhando as fichas dos times.
Terminado o passeio, aproveite para passar na lujinha da Roxos e Doentes, comprar uma camisa nova do Corinthians, que ficou uma coisa linda (eu admito) e tomar um choppinho no Brahma. Com direito a sambinha e torcedor do Flamengo na mesa.
MUSEU DO FUTEBOL
www.museudofutebol.org.br
(11)3664-3848
Inteira R$6,00
Meia (para estudantes e maiores de 60 anos) R$3,00
Crianças até 7 anos não pagam
Horário de Funcionamento
Museu - terça a domingo 10h às 18h
Bilheteria - terça a domingo 10h às 17h
NÃO ABRE NOS DIAS DE JOGO.