terça-feira, 22 de setembro de 2009

Que Time é Teu? #02

O "Que Time é Teu?" dessa semana traz todas as emoções da Copa Sulamiranda, as partidas de bocha de Parreira e cia. , Felipão, rodada e Fluminense. E claro...a voz inconfundível de Vinícius, o Charles Bronson de Barra do Piraí.

Eu ovo. Você não ova? Clica na imagem pra baixar, bagual!





Ou então, ouça aqui mesmo.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Bêbado e o Equilibrista


Luxa mirava o G4, mas o Bota não deixou

Adílson falou "ganhar do Fluminense vai ser como bater em bêbado". Falar esse tipo de coisa antes do jogo é arriscado, causa cizânia e alguém pode queimar a língua.

Era o jogo do campeonato, adversário fácil e o Grêmio embalado pela primeira vitória fora de casa. Estádio Olímpico Monumental lotado, com muita gente confiante. Mas aposto que tinha uma cabeçada com um medinho láááá beeeeem no fundo (afinal, quem não lembra do Figueira ano passado? Depois de enfiar 7, o Tricolor dos Pampas amargou um empatezinho magro dentro de casa num jogo dado como ganho).

Mas dessa vez a zebrinha da Loteca teve vergonha de aparecer. Aconteceu o esperado, em dia de comemoração pelas façanhas que devem servir de modelo a toda terra (20 de Setembro é dia da Revolução Farroupilha), a gaúchada deitou e rolou num Fluminense entregue.

Placar final: um doído 5 x 1 com direito a dois gols contra do Flu e Luiz Alberto, o capitão carioca chorando na rádio ao términa da partida.

O ano acaba para o Tricolor Carioca aqui. Tenham em mente já um planejamento para a Série B, procurem um novo técnico e reforços que estejam realmente afim de jogar bola.

E o ano começa tardiamente para o Grêmio que vai correr feito louco atrás de G4 (tá coladinho já) e um possível título. Não tá morto quem peleia!

Enquanto o bêbado trocava as pernas em Porto Alegre, o Botafogo foi encarar o Santos na Vila mais famosa do mundo. E era um jogo que eu temia bastante pelo resultado. Achei que o Glorioso de General Severiano ia ratear na casa alheia e tomar um chocolatezinho pós vitória suada na Sulamiranda.

Mas se segurou, se equilibrou e segurou MAIS UM EMPATE. Dessa vez sem gols e sem sangue. Jogo morno, chato, de comadre. Pena, pois o Glorioso podia sim ter saído de lá com uma vitóriazinha e passado a semana fora do Z4. E pena maior ainda por que quem só empata também visita a Série B.

Não estamos bêbados, mas estamos, sim, levemente alcoolizados. Mais uns goles e começamos a ver dobrado, triplicado, e (bate na madeira!) quintuplicado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

No Olho do Furacão




"Eu disse que acreditassem, eu pedi que acreditassem, eu nunca deixei de acreditar..."

Se você tem cachorro e ele se comportou de maneira estranha ontem de madrugada, latindo sem motivo, uivando, ou correndo atrás do próprio rabo, não se preocupe, ele estava apenas comemorando. Por que ontem foi a noite da cachorrada.

O Glorioso de General Severiano recebeu o Atlético-PR no Niltão para o segundo jogo pela primeira fase da Copa Sulamiranda. O primeiro havia sido um empate em 0 X 0 na Arena da Baixada (Kyocera é a puta que pariu!), logo empate sem gols ontem, levaria para os pênaltis (e eu, provavelmente não estaria mais entre os vivos para contar a história) e empate com gols daria a vaga nas oitavas para o Furacão.

Engenhão vazio, como é de praxe, mas tirando as vaias e xingamentos direcionados a determinados jogadores, a torcida se comportou direito. Há muito não ouvia o hino do meu time com tanta força. Dessa vez Estevam teve um #renatogaúchofeelings e "veio com o que tinha de melhor". Time titular em campo, com exceção de Jefferson, que por motivos de inscrição acabou cedendo sua vaga no gol para ele, Castillada.

Botafogo começou MUITO mal, pior do que no jogo de Domingo contra o Flu. Passe? Esquece...ninguém acertava um. Zaga? Inexistente...Tiros à gol? HA-HA faz-me rir ¬¬. E como o Atlético não é bobo nem nada, aproveitou a apatia do Glorioso para dominar logo o jogo, abrir vantagem e poder ficar tranquilo. Logo Castillo demonstrou estar sentindo a perna, mas mesmo assim seus companheiros continuam recuando bolas pra ele, que já não é um primor, com dores então...se complicou algumas vezes, inclusive com um dos lançamentos mais bizonhos que já tive o desprazer de assistir.

Pior do que assistir seu time se arrastando num jogo de mata-mata, com seu goleiro pitoresco mancando é fazer isso tendo que escutar os berros do Antônio Lopes. Sério, ninguém merece o Bozo Macumbeiro berrando à beira do gramado ¬¬ .

O que já era ruim, ficou pior aos 32' quando Alessandro ARREGANHOU as pernas para deixar Wesley encaixar sem KY no Castillada. Que foi duramente hostilizado pela torcida. Só que dessa vez eu vou defender MESMO...Se teve um resposável por esse primeiro gol do Patético, foi A-LES-SAN-DRO (que jogou medonhamente o tempo inteiro que esteve no campo). Era o tipo de chute que mesmo alguns goleiros realmente bons não defenderiam.

E aí foi que foi, o Furacão soprava com força num Botafogo cada vez menor, cada vez mais acuado e nervoso. Mas é aí que os deuses do futebol aliviam a barra do botafoguense, que sofria calado. Reinaldo foi derrubado e entre quatro paredes, não estando os dois de comum acordo, é pênalti. Lúcio, o Flávio bateu e marcou.  Não vi, tapei o rosto com a camiseta, e torci para não ouvir GALAAAAAAAAAAAATTO (eu sempre acho que o Galatto vai pegar TODOS os pênaltis que baterem nele :P ). Isso tudo aos 45'. Logo o Glorioso, tão acostumado esse ano a tomar gols no finalzinho, fez um. Pra respirar.

Mas esse empate não era suficiente para a gente. Thiaguinho voltou no lugar do Alessandro (valeu, Estevam \o/) e o Botafogo se pôs a jogar levemente melhor no segundo tempo. Íamos reagir aos 15' com um gol do moleque Gabriel (que por muito pouco não foi substituído por Victor Simões minutos antes), depois de um passe estranhíssimo de Lúcio, O Flávio.

Enquanto a frente dava sinais de estar se arrumando, com domínio de bola, melhorando passes e posicionamento, a zaga continuava aquela DRAGA habituê. Mas a essa altura do campeonato não estava mais assistindo o jogo. Nervosa que estava decidi andar de um lado pro outro no quarto e refletir sobre o meu time. Como o Botafogo começou a esboçar uma reação, achei melhor ficar por ali, andando e refletindo, sem ver, só ouvindo. Sim, do jeito que tava, parei e assim fiquei até o apito final, tentando contar mentalmente quanto tempo faltava e repetindo "não deixem a bola chegar perto do Castillo". Mas deixaram...aos 36', num frango que eu não vi, mas já sei que foi ridículo.

Mesmo com o empate, achei melhor continuar fazendo o que eu estava fazendo (#sergioxavierfeelings) e andei, um passo de cada vez, cada passo aqui, era um passo lá, pelos pés de Lúcio Flávio que cobrou uma falta para Wellington marcar. 38' do segundo, muito tempo faltava ainda, teriam os acréscimos, Botafogo tentou fazer cera, ganhar tempo, André Lima e Jônatas prendiam a bola, Leandro Guerreiro buscava desarmes. E eu andando. Parece que dei a volta ao mundo três vezes, para finalmente ouvir Victor Simões perdendo um gol feito e Seneme dando o sofrimento por encerrado. O Furacão virou uma brisa. Um ventinho pra levar embora o jejum de vitórias do Glorioso (a última havia sido dia 1 de Agosto, eu ainda tinha 26 anos).

E que venha o Emelec, dia 23!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Que Time é Teu?" #01

Saiu o primeiro podcast mais de mesa da parceria Jenny e Vinícius. A gente tentou caprichar pra vocês, qualquer deslize, picotada de microfone ou som abafado, relevem, estamos engatinhando. Mas foi feito com muito carinho.




No programa, o folclore do futebol do Rio, os comentários da última rodada do Brasileirão, o que nós faríamos pra assistir nosso time na final da Libertadores, um pouco de Fórmula 1, algumas histórias do futebol e A PERGUNTA que não quer calar...

Quem baixar, ouvirá!

E quem perceber vai ver que o Botafogo disputou mais duas Libertadores, tá...63 e 73. Ato falho FEIAÇO. Mas não vai se repetir.

Clica na figura pra baixar, ou você pode ouvir logo aqui abaixo, valeu?

Há 106 Anos ele Nascia. Há 32, Renascia.



Hoje, dia 15 de Setembro de 2009, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense faz 106 anos.E todo mundo conhece uma história ou outra do Tricolor pra contar, seja 81, 83, 95, 2005, mas a história que eu mais gosto do Grêmio é a que definiu o que ele é hoje.

1977. O ano do renascimento.

O Grêmio foi Campeão Gaúcho em 77. E só. Só? Se você sentar e pensar, vai ver que conseguir barrar a nona vitória seguida do Internacional  não é "só".

Oito anos seguidos vendo seu maior rival sapatear em cima de você. Oito anos vendo a festa ser lá, na beira do Guaíba, enquanto a Azenha dormia silenciosa. Oito anos! Desde aquele 15 de Setembro de 1903 até aquele 25 de Setembro de 1977, o Imortal Tricolor percorreu uma estrada difícil, mas ninguém é grande sem ter sido menor um dia, e ninguém cresce sem perder o medo de olhar pro alto e mirar onde quer chegar. E o Grêmio só chegou onde está hoje depois subir esse primeiro degrau. Guiado firmemente pela mão de um dos maiores mestres do futebol brasileiro, Telê Santana.

O time campeão daquele ano, que penou três jogos contra os Colorados pra poder finalmente erguer aquela taça (que hoje em dia, visto as outras conquistas do Tricolor, parece tão pequena) era formado, entre outros, por Eurico, Oberdan,Tarciso, Tadeu, André Catimba e Iura. Do André Catimba, todo mundo lembra, pois foi ele o autor do gol que daria vida nova ao Grêmio, nascido numa falta batida por Tarciso, o Flecha Negra. Aos 42' , querendo comemorar, André tentou um mortal, não deu muito certo, caiu feito bosta de vaca no gramado, abandonou o campo e nunca mais foi o mesmo.


Dos pés de Tarciso para os de André, dele para a rede em 1977. Do Rio Grande do Sul para o Brasil em 1981, do Brasil para América em 83, da América para o mundo naquele mesmo ano. De Porto Alegre para a história.

Renascido e imortal! Parabéns, Grêmio e gremistas pelos 106 anos de conquistas!

domingo, 13 de setembro de 2009

Do Z4 ao G4...Anda Todo Mundo Aflito



Muita coisa me deixa aflita. No futebol, então, eu levaria horas para enumerar! Mas hoje, Domingo, o que me afligiu mesmo foi o ver o Botafogo fazendo que tá gostando da sua atual situação.

Jogo dos Aflitos acontecendo em dois lugares ao mesmo tempo, desafiando as leis da física. Em Engenho de Dentro, Botafogo e Fluminense, habitantes da Z4 jogavam a vida. Em Recife, Náutico querendo se distanciar do rebaixamento, Grêmio peleando pela primeira vitória fora de casa.

Apesar do fantasma da Série B rondando a cabeça do Glorioso de General Severiano, o time entra em campo se arrastando. Passes errados pra colecionar, finalizações erradas de baciada, jogador que some nas horas mais absurdas...não vou citar nomes, mas começa com Lúcio e termina com Flávio ¬¬, uma zaga que não tem e menor idéia do que está fazendo e um goleiro que tirou defesas do cu por que era o único com vergonha de perder pro lanterna do campeonato.

Já são 10 jogos sem vitórias (entre eles dois empates suados e bonitos com Corinthians e Grêmio). E a marca de defesa mais vazada do campeonato. Marca essa que não me dá nem um pingo de orgulho. Não precisa ser um profundo conhecedor do esporte bretão pra atestar que a zaga do Botafogo é de dar medo. O Fluminense que o diga, que mesmo não estando na sua melhor forma, fez  o que quis alí atrás, dando MUITO trabalho ao goleiro Jefferson (que atuou de forma BEM convincente). Ficamos no 0 x 0, não ganhamos um ponto, perdemos dois importantíssimos, num final de semana em que nossos adversários diretos também tropeçaram

Nesse ritmo não tem nem conversa, é Série B pra repensar a vida.

Em Recife, o tricolor gaúcho conseguiu arrancar sua primeira vitória fora de casa. Ganhar nos Aflitos não é fácil, eu não acreditava que viria esse feito, mas MAIS UMA VEZ, o Grêmio foi lá naquela draga e fez o que ninguém achava que ia acontecer. Souza abriu o placar aos 17' do primeiro tempo após um cruzamento de Tcheco (que para meu alívio, não fez nenhum gol), e aos 26' Jonas encaçapou mais um. O Náutico ainda tentou fazer graça, mas prova-se mais uma vez que, ali, o tricolor fica a vontade. Maxi López conseguiu ser expulso aos 19' do segundo depois de leve futim com Cláudio Luiz. Aliás, o argentino já tinha sapateado em cima do zagueiro, mas Wilson Luiz Seneme fez que não viu.

A situação do Grêmio melhora um pouco na tabela, ficando apenas quatro pontos atrás da galerinha do G4. Dá pra gauchada sonhar pelo menos com uma Libertadores pro ano que vem.

E falando em G4...parabéns Coloridas e Palmeirenses por cagarem no pau e darem a rodada de presente para o São Paulo Futebol Petecas e Village People!

Pontos corridos me deixa sempre MUITO aflita.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Histórias do Futebol - Uma Vez Flamengo...



Hoje ouvindo o Sala de Redação da Rádio Gaúcha, como faço todos os dias religiosamente, tomei conhecimento de várias histórias de gente que morreu assistindo jogos de futebol, ou gente que passou mal. Inclusive uma história de um rapaz que durante um Grenal sentiu-se mal e até hoje tem sequelas sérias por causa disso. De cortar o coração mesmo, quase chorei.

E o futebol é vida e morte para muita gente. E pra muita gente ele surge no momento do nascimento e e acompanha até o caixão. Ou ninguém nunca viu escudo de clube em porta de maternidade? Bandeira em velório? E outras coisas do tipo?

Quando você nasce, seu pai aparece no quarto da maternidade com aquela camisetinha 10 minúscula e decreta "nasceu mais um INSIRA AQUI SEU TIME". Quando você morre, espera que seus filhos e netos lembrem de guardar suas camisas velhas, seus times de botão, suas faixas de campeão. E se possível que mandem uma com você.

Mas a história nem sempre é linear. Às vezes seu pai declara que nasceu mais um torcedor, mas no decorrer da vida, você escolhe outro time. Às vezes não é seu filho, nem seu neto que vai lembrar de pôr aquela camisa junto de você para o descanso final. Às vezes, por que a vida tem dessas, é seu pai.

O programa de hoje me lembrou de uma história. Não de um time, não de uma torcida, não de uma conquista. Mais de um pai. E um filho. E de dois times.

Era uma vez um menino, que, como todo garoto, logo cedo foi apresentado à bola. Logo cedo foi levado aos Estádios, o Maracanã parecia maior do que realmente é. Um mar alvinegro que pra ele nunca fez muito sentido, mas fazia todo o sentido do mundo para o seu pai. Ele olhava além e via uma Nação e vai saber se esse menino não sonhava em vermelho e preto quando ia dormir depois dos dias de jogos no Maraca?

O tempo passou e talvez por não poder optar, não saber que tinha essa escolha, o menino se desinteressou pelo futebol. No peito dele não batia uma estrela solitária...Passaram-se  anos para que ele conseguisse olhar nos olhos do pai e dizer: "Eu sou Flamengo até morrer."

E foi. E no meio da dor, esse pai, Botafoguense, lembrou de tirar do armário do filho aquela camisa rubro-negra que tantas discussões gerou e colocá-la sobre o coração que não mais batia, mas que viveu pouco e apaixonado pelo Flamengo.

E essa é também uma história do futebol.

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