quarta-feira, 14 de julho de 2010
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Histórias do Futebol - A Matemática da Dor
Não é história ainda, mas vai ser. Pais contarão pra filhos, que contarão pra netos, naquelas conversas que os rapazes se reúnem pra ter, na mesa da cozinha, tarde da noite, de 4 em 4 anos. Os mais velhos contam histórias de Copas passadas. Começam invariavelmente por 1950, o silêncio concreto do Maracanã. Começam pelo Uruguay.
Daqui há quatro anos começarão pelo Uruguay e terminarão no Uruguay.
Pais farão com filhos a matemática da dor. A soma de eliminatórias difíceis, time desacreditado, uma fila de 60 anos, um artilheiro, um Loco, um Capitão, um herói que carregou todos os corações de seu país nas mãos desesperadas.
A multiplicação da garra, da vontade de vencer, da torcida que se multiplicou, da coragem, da honra. A multiplicação da gratidão da torcida que reconheceu a luta da Celeste Olímpica
A divisão das alegrias com a torcida, maior que o próprio Uruguay.
A subtração. Ah, a subtração. Subtraem-se os sorrisos, subtraem-se os gritos, subtrai-se a competência da arbitragem. Subtrai-se do Uruguay o direito de disputar a final. Subtrai-se da América do Sul seu lugar de direito.
A matemática da dor Celeste na primeira Copa do continente Africano será retomada nas cozinhas, quintais, varandas e em todos os lugares onde os meninos escutam atentos às lembranças dos mais velhos.
Servido no espeto por Jenny Taylor às 11:09 4 deixaram gorjeta
No cardápio copa 2010, futebol, uruguay
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