terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Que Time É Teu? #07

E FECHAM-SE AS CORTINAS DO FUTEBOL BRASILEIRO!

No podcast de número 7...mítico para qualquer Botafoguense, analisamos os últimos jogos do Brasileirão, o campeonato como um todo, finaleira da Sulamiranda, carioquices e outras amenidades.

Eu e Vinícius...Vinícius e eu.

E, sim, o Tcheco AINDA é citado.

Aperte a mulambada com carinho para baixar



Ou então, ouça aqui mesmo...


segunda-feira, 23 de novembro de 2009

"Que Time é Teu?" #06

Na sexta e retumbante edição do podcast de futebol mais pobre, porém honrado da história das internets discutimos Obina x Maurício, a taça cagada, Bruno e os novos peidorreiros, o adeus de Tcheco e muito mais...

Como diria Vinícius : "para agradar gregos, troianos e gremistas". Sim, nós trabalhamos com cotas regionais.

Dê um apertão no Tcheco para baixar




Ou então, ouça aqui mesmo


Rio Grande, Maior e Melhor em Tudo




Antes que os paulistas comecem a me xingar, o título dessa postagem é em alusão a esse blog aqui (que vale MUITO a pena ser lido, diga-se de passagem).

Final de semana passado retornei a Porto Alegre e dessa vez não fui fazer turismo futebolístico propriamente dito, mas obviamente que dei aquela passadinha de praxe no Olímpico Monumental. Só que dessa vez tive à minha total disposição um guia e intérprete em terras gaúchas, o @vinicabral , que num momento de amor ao próximo me poupou de tomar um chimarrão.

Mas como sempre, aprendi muitas coisas sobre a República Rio-Grandense. Aprendi, por exemplo:

  • o complexo funcionamento da Ponte Móvel do Guaíba, a maior e melhor ponte do mundo;
  • que não é necessário sair de casa pra ver o Laçador, basta abrir o Google Imagens. Mas que tal monumento histórico é maior e melhor que o Cristo Redentor;
  • que aquele túnelzinho que eu nem lembro o nome é maior e melhor do que qualquer outro já feito por Paulo Maluf;
  • que a programação regional é maior e melhor do que os leilões do Canal Rural;
  • que nem sempre o cavalo mais bonito é o mais caro;
  • que fraldinha é vazio e linguiça é salsichão;
  • que os banheiros do Olímpico são deveras confortáveis;
  • que existem milhões de maneiras de desconcentrar alguém durante uma partida de Mario Party;
  • que é obrigatória a ingestão de chimarrão do Parque da Redenção, o maior e melhor parque do mundo;
  • Porto Alegre é linda vista do terraço de um prédio, em noite de chuva;
  • aliás, quando chove, é pra valer O.o;
  •  crepes são artigos raros em Porto Alegre...bem como côcos. Mas os côcos que lá existem são os maiores e melhores da Via Láctea;
  • que aquela montanha de carne do xis na chapa é uma coisa linda e dá vontade de comer todos;
  • as melhores localizações para se ver jogo no Monumental...
Enfim...é sempre bom estar com alguém da terra para descobrir o que há de melhor e maior no Rio Grande do Sul.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Uma Briga, Uma Reação, Uma Camisa




Os jogos de ontem já haviam começado quando entrei no banho, com a cabeça explodindo de dor, havia decidido que não assistiria nada, iria pra minha cama. Mas no caminho entre o banheiro e o quarto havia uma televisão. Como o impulso de dar "só uma olhadinha" foi maior, liguei-a. Na Sportv, o Fluminense perdia de 1 x 0 pro Cerro, resultado que levaria pros pênaltis, na Globo, Grêmio e Palmeiras empatavam em 0 x 0. Decidi assistir esse.

Alguns minutos foram suficientes para me fazer esquecer da dor, o futebol tem esse poder, afinal é o ópio do povo. E eu sou do povo, eu sou um zé ninguém... Fiquei a vontade por que o Grêmio dominava a partida e apesar de ser a maior admiradora viva de Muriçoca, prezo pela invencibilidade no Olímpico. Minha sublimação das dores físicas foi rapidamente recompensada com a cabeçada de Maylson e Figueroa, que fez o meia gremista sangrar. COISA LINDA! Por que poucas coisas no mundo são mais bonitas que um homem sangrando...talvez um homem com a camisa do Grêmio e sangrando.

Aos 46' num futim dentro da área, Rafael Marques achou a bola e colocou-a no fundo do gol de Marcos. Era a gota d'água para um Palmeiras nervoso, vendo o título escorrer entre os dedos. No caminho para o vestiário, Maurício e Obina discutem, a turma do deixa disso chega, tentam separar, mas Maurício tenta acertar um pedala em Obinaço, que revida com um soco. Assisti aquilo tudo de boca aberta, depois um Marcos solitário caminhava de cabeça baixa rumo ao túnel, último a sair de campo. A imagem da desolação alvi-verde.

Obina nem voltou a campo, seria substituído por Vagner Love, mas Dr. Heber Roberto Lopes, El Carecón, obviamente mandou os arruaceiros pra rua. Maurício de corpo presente, e apresentou ao Capitão o cartão vermelho de Obina.

Com dois a menos ficou muito simples para o Tricolor dos Pampas administrar sua invencibilidade caseira. O Palmeiras se apertou, buscou uma ou outra graça com os arranques do Armero, mas acabou tomando o segundo aos 25' da etapa complementar, com Maxi López.

Saldo da noite? Grêmio ainda invicto dentro de casa, Palmeiras perigando até no G4, visivelmente em crise, Obina e Maurício sumariamente demitidos pela irresponsabilidade.





Não lutava mais com a dor de cabeça quando rapidamente troquei para o Sportv, a tempo de ver o empate do Flu, pelo menos dos pênaltis estariam salvos. Aquilo já bastava...mas mais uma vez fui recompensada pelos deuses da bola pelo meu esforço ao presenciar o INCRÍVEL gol da virada, aos 49 do segundo tempo, Alan viu o goleiro fora do seu lugarzinho, arrancou, driblou o dito e mandou pra dentro. Uma cena LINDA! Fim de jogo e começo do quebra-pau generalizado, jogadores do Cerro agredindo quem vissem pela frente, sobrou até pro gandula! O.o Foram enxotados na base do cacetete pela PM, escada abaixo.

Futebol sulamericano é mesmo de uma RYKHEZA ímpar. Fico até emocionada com isso.

Mas A CENA DA NOITE ainda estava por vir. Acalmada a situação, o repórter de campo chama Cuca pra conversar, que responde com um olhar vago, como se fitasse algo no horizonte...no meio da entrevista pára e diz "olha, uma camisa do Botafogo" . Achei, primeiro, que o Cuca tava muito louco, mas a câmera se volta pra arquibancada e no meio de um mar tricolor, um alvi-negro solitário comemora a vitória dos conterrâneos.

Pois saibam, tricolores cariocas do meu coração, aquele torcedor do Glorioso, ali, solitário, me representou. Vocês merecem isso, merecem essa final, merecem essa reação!

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Que Time é Teu? #05

Depois de pausa forçada, o podcast de futebol mais #alockadocudele retorna com força total. Cagalhufas da arbitragem, reta final do Brasileirão, Série B, zona de rebaixamento e a recuperação do Flu são alguns dos assuntos. Sempre com a presença inebriante de Vinícius, o Cafu de Barra do Piraí.

Clique na imagem bunita pra baixar




Ou ouça aqui mesmo

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Fica




Nem sempre a gente nasce, ou vive no lugar certo. Mas quando a gente acha nosso lugar, sabe que dali não deve sair.  É o caso de Anderson, vulgarmente conhecido como Tcheco. Não há outro lugar no mundo para ele que não seja a Azenha. Nascido e criado longe, mas com coração e alma fincados no gramado do Olímpico.

"Minha passagem pelo Gremio não vai ser marcante, por que um jogador só marca quando consegue um título"

Tcheco é um cara que não se mede maior que é. Mas acreditem, ele é maior do que parece, maior do que os poucos detratores querem pintá-lo. Muito maior! Vai ficar marcado. Marcado por ter pintado o coração de azul, branco e preto. Marcado por ter tomado vários cartões por reclamação...mas, é irresponsabilidade? Não, ele toma esses cartões por que ele é aquele torcedor que está no sofá de casa, xingando o juíz. Por que ele é aquele cara na Geral, gritando "FÊLADAPUTA", por que ele é você, Gremista. Marcado por abaixar a cabeça e admitir que não trouxe um título, mas tentou. Nunca se acovardou. Marcado, por que se acorvadar, não é marca de vocês, Gremistas.

O Grêmio não é o meu time. Não sou gremista, não sou nem gaúcha. Não deveria nem me meter nessa história, mas é triste ver esse tipo de injustiça. O Corinthians quer, jogará uma Libertadores ano que vem. O Grêmio faz corpo mole, sendo que ele QUER FICAR. O lugar do Tcheco não é em Itaquera. O lugar dele é na Azenha. Mexam-se. Façam ele ficar. Ele merece. Vocês merecem.

A braçadeira não o pertence mais. Quiçá a titularidade. Mas ele deve ficar.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mente Vazia, Oficina do Capeta




Chega uma determinada hora do Brasileirão que alguns times ficam meio sem ter o que fazer. Aquela gente da meiúca da Sulamiranda, que não vai subir, mas também não vai descer. E geralmente, quem ainda briga por título, G4 ou pela dignidade na Série A, respira aliviado quando tem que encarar um dos "desocupados".

Ainda que parte da torcida diga o contrário, o Grêmio se encontra nessa situação. Acabou, não tem mais o que fazer, tá cumprindo tabela, enfeitando (muito bem, diga-se de passagem), desfilando sua bela torcida e seu belo (ex) Capitão e só.

E foi nesse embalo de "não temos mais o que fazer aqui" que eles encararam o São Paulo Futebol, Petecas e TPM.

O começo do jogo parecia um Casados x Solteiros. Ví muita bizarria, muito descomprometimento, muito "vamos deixar correr" dos dois times. Até Rafael Marques, o rei da cabeçada, acertar uma, dessa vez no gol certo. Num buraco que persistiu na zaga do São Paulo pelo jogo todo.

Bom, o Grêmio não tinha o que fazer, a não ser brigar pela invencibilidade dentro de casa. O São Paulo ainda tinha muito pelo que brigar, título, liderança, glória eterna, rios de dinheiro, mulheres, barcos, carros, fama e fortuna. Mas fica difícil querer ganhar jogo tentando armar jogada com Uóxitão, o Poste. Mas vida que segue, bola que corre. Dagoberto lembrou que o Tricolor paulista precisava sair dali com qualquer pontinho que fosse e encaixou no Victor. Que aceitou...Parabéns, Capitão! ¬¬ . APLAUSOS EFUSIVOS PARA O NOVO CAPITÃO DO GRÊMIO...Grata.

Etapa complementar. São Paulo continuou tentando, o Grêmio também, Autuori ousado, abriu o time. Ricardô Gomê foi no embalo e botou os negos pra frente. Hora de Borges entrar em campo. Entrar e sair. Efêmero. Dois cartões amarelos em dez minutos. Por duas bobagens. Menos um. Ficou mais fácil pro Imortal, caso tivesse algo pra fazer no Campeonato ainda.

Alguns segundos depois, Dagobosta, visivelmente #ALOCKA DO CU DELA deu uma voadora em Túlio. Rua! Menos dois. Ficou ainda mais fácil pro Imortal, caso tivesse algo pra fazer no Campeonato ainda.

Mas quem tinha reais interesses no jogo, se segurou como pôde. Ainda no finalzinho, Jean também foi tomar banho mais cedo. Resumindo: São Paulo, comprometido, com 8 em campo: 1 , Grêmio, enfeitando tabela em casa e com superioridade numérica: 1.

Ricardo Milton Gomes Cruz é líder. Vivam com isso!


Enquanto isso no Engenhão...

Botafogo fez fiasqueira. Não vi. Só me avisaram.

Sulamiranda agora só em...em...só Deus sabe quando.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Peraí que eu só quero dar uma xingadinha...




Queridas Coloridas que levaram no cu, um abraço. Juninho manda beijos.

Victor capitão do Grêmio, é fineza ir bater punheta plantando bananeira pra esporrar na cara!

Arena? Bah....MEU CU PRA ARENA! Depois não chorem e nem digam que eu não avisei. Idéia de MERDA!


Eu quero ir juntoooooooooooo!

Pronto, já xinguei.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Heróico, Glorioso e...Operado.




O Glorioso de General Severiano entrou em campo contra o Cerro Porteño pela Copa Sulamiranda com time misto e encarando aquela torcida ardidinha dos caras. Estádio Pablo Rojas lotado, com direito a avalanche bizarra, que desce e sobe...e desce...e sobe.

Mas, infelizmente, Botafogo e Cerro não foram os únicos a entrar em campo ontem a noite, esteve presente no SHOW DE HORRORES DA ARBITRAGEM o Sr. Sergio Pezzota, argentino e filho de mulher da vida. Corrijam-se se eu estiver enganada, mas o Sr Pezzota não foi aquele que apitou Fluminense x Alianza? Apitou daquele jeitinho, né? Tem tudo para ganhar o título de CAGÃO DO ANO.

Botafogo jogou melhor, desde o início, mas jogando contra 11 e um trio de arbitragem, fica difícil. Mas o Glorioso não teve medo. Não se deixou abater. Sem medo das próprias limitações, da torcida, do Cerro e nem dos três bunitos.

Vamos aos highlights do Dr Pezzota e amigos?

  • Jefferson tomando cartão amarelo logo no início por que reclamou que a bola estava murcha. Oras, a bola estava murcha, Seu Juíz, pode jogar assim? NÃO PODE, mas vamos lá, néam?
  • Gol de Fahel anulado aos 20 minutos, por que Seu Juíz viu uma mão ali
  • Primeiro gol do Cerro (33') em lance irregular com impedimento claro de Nanni
  • Gol do Botafogo, Reinaldo aos 12' do segundo tempo, levou com a mão. Irregular. Foi validado.
  • Léo Silva expulso aos 14' por SEI LÁ...POR NÃO TER OLHOS AZUIS ¬¬ Por que...estou tentando entender até agora
  • Pênalti inexistente de Emerson em Nanni, que resultou no segundo gol do Cerro. Vejam bem....o Dr Pezzota entendeu que como o argentino deu uma cotovelada em Emerson dentro da área do Botafogo, foi pênalti. O.o ENTENDAM UMA COISA DESSA! Ah, e nessa história, Emerson foi expulso. Expulso por ter tomado uma cotovelada...TOMADO, NÃO DADO.
Mas com todas as cagadas da arbitragem e dois a menos, o Fogão se segurou como pôde. Estevam foi feliz ao colocar Leandro, O Guerreiro após a expulsão de Léo Silva, tentando assim, arrumar a casa lá atrás. Jefferson fez das suas, defendeu lindamente no susto, com o pé e quase pegou o pênalti. E Juninho, sempre ele ¬¬ bateu a falta mais bizonha de todos os tempos.

Agora é pensar que precisamos de apenas 1 x 0 aqui no Engenhaço. Não é impossível, nem tão difícil assim. Basta pararem de nos operar um pouco, por que esse ano TÁ FODA!

Ahhhh e voltamos do Paraguai novamente no Z4. Obrigada, Muricy! ¬¬

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Jenny Tenta Acertar Uma #1




Outro dia fui questionada pelo Vinícius (não o Charles Bronson de Barra do Piraí, o gaúcho) por que não dava uns palpites sobre as rodadas por vir do Brasileirão. Oras...muito simples, meu querido espécime do Sul, eu não acerto uma. NUNCA!. Mas já que você lançou o desafio, eu vou tentar (vejam bem, tentar) pôr minhas apostas na mesa até o final do Campeonato.

Preparem-se para o festival de erros...pois Jenny vai tentar acertar!

SPFW x Atlético Mijeiro

A torcida do São Paulo Futebol Petecas e Raio Laser vai aparecer no Morumbi, fazer um chiadinho lá e talvez isso assuste o Galo. Porém, os mineiros, que andaram derrapando aí na meiúca do Campeonato, tão querendo respirar de novo. Eu aposto num empate. 1 x 1

Patético Paranaense x Santo André

É só o Atlético - PR, mas a Baixada faz a diferença. Por motivos de força maior, ou seja, MEDO/CAGAÇO/PAVOR  do Z4, torço pelo Atlético. 2 x 0

Avaí x Goiás

O Goiás que quase virou bicho-papão deu lá suas trupicadas. Acredito que daqui pra frente é tropeção atrás de tropeção. E, diboa, eu tenho medo do Avaí. Você não? 3 x 1

Baruebas x Santos

Esse time do Santos é MUITO ruim. Basta.  1 x 0

Cruzeiro x Glorioso de General Severiano 

O Botafogo vai fazer o mais difícil agora, que é ganhar das pedreiras pela frente e subir na tabela (se ganhar esse jogo mesmo, eu já vou começar a falar em Sulamiranda 2010, tá?!). Vamos atrapalhar a Raposa e fazer uma fineza ao Grêmio. 1 x 2

Sport x VaiCurintia

Também por motivos de força maior, serei obrigada a fazer uma fézinha no VaiCurintia. Mas não será fácil, o Sport tá tentando respirar. 2 x 3

Imortal Tricolor x Coxa

É....no Olímpico. Coxa vem TODO cagado e desfalcado. Dessa vez, o Grêmio embala (perdi as contas de quantas vezes falei isso esse ano ¬¬)  3 x 0
 
Palmeiras x Mulambos

Muriçoca passa por cima do Flamengo daquele jeitinho dele, uma vitória apertada de cada vez. Pro alto e avante. 1 x 0

Fluminense x Coloridas

Errr...Fluminense, né? Tá difícil. Mas vou confiar na cagalhufa Colorada pra apostar numa vitória do Tricolor carioca. 2 X 1

Vitória x Náutico

Longe dos Aflitos, o Vitória vai pôr o Náutico em seu devido lugar. É fineza. 4 x 1

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Que Time é Teu #04

Dessa vez a cariocada faz a festa para 2016, explicamos a mecânica do Carnaval, comentamos a rodada, divagamos sobre a cagalhufa Colorada, questionamos a Independente e claro, Sulamiranda. Eu e Vinícius, o portelense que não nasceu em Madureira.

Quer ouvir? Então baixa.




Ou então, ouça aqui mesmo.


sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Um Sonho Grande Demais




"O sonho do São Paulo é grande demais para o Pacaembu" - Laudo Natel

O ano era 1952. O nome dele? Cícero Pompeu de Toledo. O eterno presidente do São Paulo Futebol Clube dava início à outro Cícero, que seria muito maior que ele.

Maior estádio particular do país, e o terceiro maior no geral, perdendo apenas para o Maraca e o Mineirão, provou que tinha o tamanho ideal para o sonho tricolor. Não sei bem a qual sonho Laudo se referia, mas acho que tinha a ver com dominar a América e o mundo por três vezes.

O Estádio Cícero Pompeu de Toledo, AKA Morumbi é de uma finesse sem tamanho. Já estive por lá assistindo um jogo de Libertadores e visitando informalmente.  Assistindo o jogo senti o chão tremer, e visitando, ví que não é preciso ser sujo, feio e malvado pra ser uma digna casa do futebol.

Costumo brincar que o São Paulo, por ser time jovem, não tem história. Não tem! Não tem, por que estão escrevendo agora. Daqui há trinta anos será o time lembrado, pelas conquistas históricas, pela invasão de campo mais linda que já vi, na Libertadores de 92, onde não se enxergava o verde da grama, só vermelho, branco e preto de uma intensidade assustadora.

Serão lembrados pela organização, estrutura e por um sonho que não coube no Pacaembu e nem dentro do Brasil.

O São Paulo é do mundo.

Apanhar Pra Acordar




Estádio Jornalista Mário Filho, o Maior do Mundo, Copa Sulamericana.

Bastava um 0 X 0, mas o Fluminense precisava suar. Dizem que suar faz bem, limpa o organismo das impurezas e caquinhas inúteis. O Fluminense precisava apanhar. Apanhar, às vezes, faz bem também. Faz com que você acorde, faz com que você mantenha os olhos abertos pra não engasgar com o sangue que escorre pela garganta.

O Flu entra em campo com a vantagem, diante de um time muito fraco, mas não parece. A equipe estava tão nervosa que parecia sim, que eles é que tinham que buscar resultado. E o nervosismo dentro de campo faz com que a bola não pare no chão, que os passes saiam tortos e que a defesa cometa erros infantis. E foi num erro infantil que o Alianza Atlético achou que ia levar essa.

Aos 15' do primeiro tempo, Fabinho encarna o Tande, mete a mão na bola dentro da área e é pênalti. Valverde cobra e converte. Alguém mais teve vontade de dar uma porrada nesse Valverde???? Eu tive. Puta baixinho folgado! Bom, Ruy Cabeção também teve vontade e foi pra cima dele, após a comemoração provocativa à torcida Tricolor. Armou-se futim no campo e eu já #alocka querendo sangue, mas nem rolou ¬¬.

Não teve sangue, mas o FACÃO CORREU descaradamente no Maraca. Uma coisa assim de Libertadores dos primórdios. O Flu apanhou feito boi ladrão e o juíz fez que tava gostando da bagunça, fechando os olhos para faltas CRIMINOSAS.

Aliás, foi numa dessas faltas marginais, que Kieza deixou o campo gritando de dor e com uma bola no lugar do tornozelo. Marquéz (que, JURO, não sei como não foi expulso até o final da partida) pisou no pé de apoio do atacante, que virou o tornozelo e acabou sendo substituído por Adeílson. O Dr. Sérgio Pezzotta (argentino, é claro) não se dignou nem a tirar um amarelinho do bolso.

O mesmo Ismael Marquéz entrou duramente (UI!) em Alan na entradinha da área e aí, na entradinha da área é dele, do FOFUXO MASTER do Flu, Conca! Conca é fofo, néam!? Parece um bonequinho! Além de fofo, bate umas faltas nervosas e de uma RYKHEZA ímpar. E foi assim que o Tricolor Carioca encostou no placar, num golaço, encaixadinho.

Logo depois do gol, Luiz Alberto e Valverde, o nojento, se estranharam e foram os dois pra rua.

Na volta do segundo tempo, mesmo com o marcador classificando e o sarrafo descendo sem dó, o Flu continuou buscando. Alan, o novo queridinho, fez o dele aos 13'. Conca levou a porradinha dele e Mori foi pra rua (não percam as contas, o Alianza já está com dois a menos). E sério...quem tem coragem de bater no Conquinha?

Dois a menos fica mais fácil, néam? Adeílson também achou, então com 24' em jogadinha ixxxxperta com ele (DE NOVO), Conca, saiu o terceiro do time das Laranjeiras. O mesmo Adeílson marcaria novamente aos 33' e mais um do Alianza seria expulso, Farfán.

Por mais que tenham apanhado, por mais que tenham gritado de dor, por mais que tenham caído e rolado no gramado, os jogadores do Flu levantaram, deixaram pra lamber as feridas em casa e honraram uma torcida que não parou de cantar um minuto.

Agora é fineza descontar os tabefes na mulambada, domingo. A casa agradece.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Que Time é Teu #03

Bateu na trave e entrou no teu!

O podcast dessa semana tem Seleção Brasileira, a vida sexual do goleiro Júlio César, rodada, esperanças tricolores, lamúrias alvi-negras,  mata-mata VS pontos corridos e um tiquinho de Fórmula 1. E, claro, ele, a voz mais céquice de Barra do Piraí, Vinícius.

Tá #alocka do seu cu pra ouvir? Clica na imagem, ora pois...





Ou então puxe uma cadeira e ouça por aqui mesmo.



domingo, 27 de setembro de 2009

Richarlyson Foi Buscar, Botafogo Envergonha e os Colorados Molhadinhos




A rodada que começou com Muriçoca se firmando líder (with a little help from my friends da arbitragem) termina em dor e vergonha para os Botafoguenses.

As 16:00hrs São Paulo, Futebol, Petecas e Torcedor Devorador de Passarinhos Amarelos enfrentou o VaiCurintia. Por questões de moral, bons costumes e higiene obviamente que torci para o SPFW. Que jogou melhor, aberto, pra frente, franco, macho...Enquanto Dr. Mano Menezes fechou o cuzinho com medo do #tiraocurintiadaífeelings. O único problema do São Paulo até alí atendia pelo nome de Bosco, por que, com Rogério Ceni afastado por lesão na coxa, Ricardo Milton Gomes Cruz fez #alocka do cu dele e em vez de chamar Dênuxo (mais entrosado com o time) resolveu dar a vaga para Tosco.

E foi da falta de entrosamento goleiro/equipe que nasceu o gol da maloqueiragem Corinthians - Itaquera. André Dias foi recuar, Bosco foi sair, Ronaldo cu largo viu a oportunidade. Tava feita a merda...Era um recuo, virou um passe do zagueiro tricolor para Fofomêno marcar.

Mas o São Paulo não se acuou, continuou pressionando e depois das substituições MÁGICAS de Ricardo Milton Gomes Cruz, o time comandou mais ainda o jogo. Mano, o Zé Retranca, tirou Defederico (em uma estréia apagada...já tomou várias piabas pra deixar de ser argentino) para a entrada de Moradei. Enquanto um se fechava, outro ia em frente. E foi bem à frente mesmo que Uóxitão, o Cardíaco conseguiu o gol de empate, impedidaço, roubado, irregular, por que contra o Corinthians é mais gostoso. Comemorou efusivamente (não morreu, ainda bem), tirou camisa, mostrou o pau (BRINKS) e tomou um amarelinho. Depois reclamou, falou "caralho" pro juíz, que deve ser moça virgem e se sentiu ofendido, e tomou o vermelho. Mas valeu a participação!

Porém, quem merece o destaque da partida é ele, Ricky Richarlyson, o craque incompreendido, o craque que silencia a Independente, o craque que não pode nem dar a rabiola em paz. Quem erra, respira fundo, pensa rápido, sai correndo, limpa a bola e não faz pênalti ganha meu respeito. A rodada é dele.


Enquanto isso...no Engenhão....


Botafogo deu vexame, perdeu de 3 x 1 pro Vitória em dia de inauguração da estátua do Nilton Santos no Engenhão. Continuamos no Z4 numa noite em que o Sport colaborou para nos tirar de lá. Time morto, Juninho e seu semi gol contra. Juninho e suas pernas abertas. Juninho sendo currado. Beijos, Juninho, te quis por alguns dias, agora não quero mais!

A torcida deu vexame também, comemorando gol do Vitória e gritando olé. Não quer apoiar o time? Fica em casa. Grata.

A estátua está lá, mas hoje fechou os olhos de vergonha. Nilton não merecia.


Fluminense ganhou. GANHOU!

Grêmio perdeu fora de casa. É...de novo.

Inter decepciona. Mas a culpa foi da chuva. ¬¬

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Cachorrada Solta!




Quando eu digo "Sulamericana é a nossa cara", não tô mentindo. O Glorioso de General Severiano levou o Emeleca para dar uma voltinha no Engenhão.

E dessa vez consegui assistir ao jogo tranquilinha, já que com dez minutos de partida, o Fogão mostrou quem mandava ali e comandou o fudevouz. Acompanhado de 5000 apaixonados. Não passei nervoso e o Botafogo praticamente despacha mais um adversário da Sulamiranda, de forma muito mais fácil do que o Atlético-PR.

"Botafogo não encanta, mas bate o Emelec" - GloboEsporte.com

Não sei o seu time, mas o meu não é companhia de dança, grupo de balé ou Cirque du Soleil para "encantar". Ganhou, fez a parte dele, é o que interessa. 

Mesmo dominando a partida desde o início, o Fogão demorou para chegar ao primeiro gol, muito em parte graças a mania IRRITANTE e ESCROTA de André Lima de se jogar no chão, fazer teatro e tentar cavar pênalti. Fato é que se ele tivesse se ocupado exclusivamente de jogar bola, teria feito mais uns três gols, pelo menos.

Eu já me conformava com um primeiro tempo sem gols quando Gabriel cruzou para Renato brilhar muito no Botafogo e abrir o placar em cima de Elizaga, o goleiro gorducho do time equatoriano. 46'...é o Bota tá devolvendo todos aqueles gols nos finaizinhos de etapas que sofreu no primeiro turno do Brasileirão.

Time de volta para o tempo complementar, continuamos dominando a gringaiada que errava passes demais. Leandro, O Guerreiro correu por dois, três, e fez excelente partida. Jônatas que teve um bom primeiro tempo, decaiu de produção no segundo (parece que sentiu a coxa) e foi substituído por Fahel (CARALEO FAHEL...você foi o único que conseguiu me irritar) e Gabriel que tem lá sua bolinha nervosa, PRECISA pegar mais ritmo de jogo, por que é moleque e mesmo assim pena pra conseguir jogar uma partida inteira. Logo, também foi substituído por Alessandro (MEDO, PAVOR! Mas ele até que se comportou.). E antes que perguntem, sim, Castillo foi banco, mas Jefferson pouco trabalhou, podia ter feito o Marcão e tomado um cafézinho com certa tranquilidade.

Depois de ter desistido de arrumar uma penalidade máxima, André Lima fez o dele, aos 18' depois de um cruzamento perfeito de Juninho. Aliás, meu capitão tava PETÁCULO ontem. Jogou feito homem. Logo no começo bateu uma falta que se tivesse entrado, eu teria gozado LYTROS aqui.

Botafogo não deu show, por que quem dá show é stripper. Botafogo foi lá abrir uma vantagem pra poder viajar sossegado. E foi o que fez. Enfiem o showzinho no rabo. Eu quero é bolinha na rede!

E vamos com tudo para Guaiaquil dia 30!

Enquanto isso...

Algumas horinhas antes, um Fluminense mais aceso arrancou um empate importantíssimo com o Alianza lá na casa do adversário.

No mesmo horário o Inter de camisa dourada recebia o Universidad de Chile num Beira-Rio às moscas para um empate fraquinho. Enquanto Cruzeiro e Palmeiras faziam o jogo da noite pelo Brasileiro. Mesmo com a maior torcida do mundo a favor, a Raposa não segurou e perdeu de virada para o Verdão, com uma ajudinha providencial da arbitragem.

Muriçoca é líder. Vivam com isso!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Que Time é Teu? #02

O "Que Time é Teu?" dessa semana traz todas as emoções da Copa Sulamiranda, as partidas de bocha de Parreira e cia. , Felipão, rodada e Fluminense. E claro...a voz inconfundível de Vinícius, o Charles Bronson de Barra do Piraí.

Eu ovo. Você não ova? Clica na imagem pra baixar, bagual!





Ou então, ouça aqui mesmo.


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O Bêbado e o Equilibrista


Luxa mirava o G4, mas o Bota não deixou

Adílson falou "ganhar do Fluminense vai ser como bater em bêbado". Falar esse tipo de coisa antes do jogo é arriscado, causa cizânia e alguém pode queimar a língua.

Era o jogo do campeonato, adversário fácil e o Grêmio embalado pela primeira vitória fora de casa. Estádio Olímpico Monumental lotado, com muita gente confiante. Mas aposto que tinha uma cabeçada com um medinho láááá beeeeem no fundo (afinal, quem não lembra do Figueira ano passado? Depois de enfiar 7, o Tricolor dos Pampas amargou um empatezinho magro dentro de casa num jogo dado como ganho).

Mas dessa vez a zebrinha da Loteca teve vergonha de aparecer. Aconteceu o esperado, em dia de comemoração pelas façanhas que devem servir de modelo a toda terra (20 de Setembro é dia da Revolução Farroupilha), a gaúchada deitou e rolou num Fluminense entregue.

Placar final: um doído 5 x 1 com direito a dois gols contra do Flu e Luiz Alberto, o capitão carioca chorando na rádio ao términa da partida.

O ano acaba para o Tricolor Carioca aqui. Tenham em mente já um planejamento para a Série B, procurem um novo técnico e reforços que estejam realmente afim de jogar bola.

E o ano começa tardiamente para o Grêmio que vai correr feito louco atrás de G4 (tá coladinho já) e um possível título. Não tá morto quem peleia!

Enquanto o bêbado trocava as pernas em Porto Alegre, o Botafogo foi encarar o Santos na Vila mais famosa do mundo. E era um jogo que eu temia bastante pelo resultado. Achei que o Glorioso de General Severiano ia ratear na casa alheia e tomar um chocolatezinho pós vitória suada na Sulamiranda.

Mas se segurou, se equilibrou e segurou MAIS UM EMPATE. Dessa vez sem gols e sem sangue. Jogo morno, chato, de comadre. Pena, pois o Glorioso podia sim ter saído de lá com uma vitóriazinha e passado a semana fora do Z4. E pena maior ainda por que quem só empata também visita a Série B.

Não estamos bêbados, mas estamos, sim, levemente alcoolizados. Mais uns goles e começamos a ver dobrado, triplicado, e (bate na madeira!) quintuplicado.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

No Olho do Furacão




"Eu disse que acreditassem, eu pedi que acreditassem, eu nunca deixei de acreditar..."

Se você tem cachorro e ele se comportou de maneira estranha ontem de madrugada, latindo sem motivo, uivando, ou correndo atrás do próprio rabo, não se preocupe, ele estava apenas comemorando. Por que ontem foi a noite da cachorrada.

O Glorioso de General Severiano recebeu o Atlético-PR no Niltão para o segundo jogo pela primeira fase da Copa Sulamiranda. O primeiro havia sido um empate em 0 X 0 na Arena da Baixada (Kyocera é a puta que pariu!), logo empate sem gols ontem, levaria para os pênaltis (e eu, provavelmente não estaria mais entre os vivos para contar a história) e empate com gols daria a vaga nas oitavas para o Furacão.

Engenhão vazio, como é de praxe, mas tirando as vaias e xingamentos direcionados a determinados jogadores, a torcida se comportou direito. Há muito não ouvia o hino do meu time com tanta força. Dessa vez Estevam teve um #renatogaúchofeelings e "veio com o que tinha de melhor". Time titular em campo, com exceção de Jefferson, que por motivos de inscrição acabou cedendo sua vaga no gol para ele, Castillada.

Botafogo começou MUITO mal, pior do que no jogo de Domingo contra o Flu. Passe? Esquece...ninguém acertava um. Zaga? Inexistente...Tiros à gol? HA-HA faz-me rir ¬¬. E como o Atlético não é bobo nem nada, aproveitou a apatia do Glorioso para dominar logo o jogo, abrir vantagem e poder ficar tranquilo. Logo Castillo demonstrou estar sentindo a perna, mas mesmo assim seus companheiros continuam recuando bolas pra ele, que já não é um primor, com dores então...se complicou algumas vezes, inclusive com um dos lançamentos mais bizonhos que já tive o desprazer de assistir.

Pior do que assistir seu time se arrastando num jogo de mata-mata, com seu goleiro pitoresco mancando é fazer isso tendo que escutar os berros do Antônio Lopes. Sério, ninguém merece o Bozo Macumbeiro berrando à beira do gramado ¬¬ .

O que já era ruim, ficou pior aos 32' quando Alessandro ARREGANHOU as pernas para deixar Wesley encaixar sem KY no Castillada. Que foi duramente hostilizado pela torcida. Só que dessa vez eu vou defender MESMO...Se teve um resposável por esse primeiro gol do Patético, foi A-LES-SAN-DRO (que jogou medonhamente o tempo inteiro que esteve no campo). Era o tipo de chute que mesmo alguns goleiros realmente bons não defenderiam.

E aí foi que foi, o Furacão soprava com força num Botafogo cada vez menor, cada vez mais acuado e nervoso. Mas é aí que os deuses do futebol aliviam a barra do botafoguense, que sofria calado. Reinaldo foi derrubado e entre quatro paredes, não estando os dois de comum acordo, é pênalti. Lúcio, o Flávio bateu e marcou.  Não vi, tapei o rosto com a camiseta, e torci para não ouvir GALAAAAAAAAAAAATTO (eu sempre acho que o Galatto vai pegar TODOS os pênaltis que baterem nele :P ). Isso tudo aos 45'. Logo o Glorioso, tão acostumado esse ano a tomar gols no finalzinho, fez um. Pra respirar.

Mas esse empate não era suficiente para a gente. Thiaguinho voltou no lugar do Alessandro (valeu, Estevam \o/) e o Botafogo se pôs a jogar levemente melhor no segundo tempo. Íamos reagir aos 15' com um gol do moleque Gabriel (que por muito pouco não foi substituído por Victor Simões minutos antes), depois de um passe estranhíssimo de Lúcio, O Flávio.

Enquanto a frente dava sinais de estar se arrumando, com domínio de bola, melhorando passes e posicionamento, a zaga continuava aquela DRAGA habituê. Mas a essa altura do campeonato não estava mais assistindo o jogo. Nervosa que estava decidi andar de um lado pro outro no quarto e refletir sobre o meu time. Como o Botafogo começou a esboçar uma reação, achei melhor ficar por ali, andando e refletindo, sem ver, só ouvindo. Sim, do jeito que tava, parei e assim fiquei até o apito final, tentando contar mentalmente quanto tempo faltava e repetindo "não deixem a bola chegar perto do Castillo". Mas deixaram...aos 36', num frango que eu não vi, mas já sei que foi ridículo.

Mesmo com o empate, achei melhor continuar fazendo o que eu estava fazendo (#sergioxavierfeelings) e andei, um passo de cada vez, cada passo aqui, era um passo lá, pelos pés de Lúcio Flávio que cobrou uma falta para Wellington marcar. 38' do segundo, muito tempo faltava ainda, teriam os acréscimos, Botafogo tentou fazer cera, ganhar tempo, André Lima e Jônatas prendiam a bola, Leandro Guerreiro buscava desarmes. E eu andando. Parece que dei a volta ao mundo três vezes, para finalmente ouvir Victor Simões perdendo um gol feito e Seneme dando o sofrimento por encerrado. O Furacão virou uma brisa. Um ventinho pra levar embora o jejum de vitórias do Glorioso (a última havia sido dia 1 de Agosto, eu ainda tinha 26 anos).

E que venha o Emelec, dia 23!

terça-feira, 15 de setembro de 2009

"Que Time é Teu?" #01

Saiu o primeiro podcast mais de mesa da parceria Jenny e Vinícius. A gente tentou caprichar pra vocês, qualquer deslize, picotada de microfone ou som abafado, relevem, estamos engatinhando. Mas foi feito com muito carinho.




No programa, o folclore do futebol do Rio, os comentários da última rodada do Brasileirão, o que nós faríamos pra assistir nosso time na final da Libertadores, um pouco de Fórmula 1, algumas histórias do futebol e A PERGUNTA que não quer calar...

Quem baixar, ouvirá!

E quem perceber vai ver que o Botafogo disputou mais duas Libertadores, tá...63 e 73. Ato falho FEIAÇO. Mas não vai se repetir.

Clica na figura pra baixar, ou você pode ouvir logo aqui abaixo, valeu?

Há 106 Anos ele Nascia. Há 32, Renascia.



Hoje, dia 15 de Setembro de 2009, o Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense faz 106 anos.E todo mundo conhece uma história ou outra do Tricolor pra contar, seja 81, 83, 95, 2005, mas a história que eu mais gosto do Grêmio é a que definiu o que ele é hoje.

1977. O ano do renascimento.

O Grêmio foi Campeão Gaúcho em 77. E só. Só? Se você sentar e pensar, vai ver que conseguir barrar a nona vitória seguida do Internacional  não é "só".

Oito anos seguidos vendo seu maior rival sapatear em cima de você. Oito anos vendo a festa ser lá, na beira do Guaíba, enquanto a Azenha dormia silenciosa. Oito anos! Desde aquele 15 de Setembro de 1903 até aquele 25 de Setembro de 1977, o Imortal Tricolor percorreu uma estrada difícil, mas ninguém é grande sem ter sido menor um dia, e ninguém cresce sem perder o medo de olhar pro alto e mirar onde quer chegar. E o Grêmio só chegou onde está hoje depois subir esse primeiro degrau. Guiado firmemente pela mão de um dos maiores mestres do futebol brasileiro, Telê Santana.

O time campeão daquele ano, que penou três jogos contra os Colorados pra poder finalmente erguer aquela taça (que hoje em dia, visto as outras conquistas do Tricolor, parece tão pequena) era formado, entre outros, por Eurico, Oberdan,Tarciso, Tadeu, André Catimba e Iura. Do André Catimba, todo mundo lembra, pois foi ele o autor do gol que daria vida nova ao Grêmio, nascido numa falta batida por Tarciso, o Flecha Negra. Aos 42' , querendo comemorar, André tentou um mortal, não deu muito certo, caiu feito bosta de vaca no gramado, abandonou o campo e nunca mais foi o mesmo.


Dos pés de Tarciso para os de André, dele para a rede em 1977. Do Rio Grande do Sul para o Brasil em 1981, do Brasil para América em 83, da América para o mundo naquele mesmo ano. De Porto Alegre para a história.

Renascido e imortal! Parabéns, Grêmio e gremistas pelos 106 anos de conquistas!

domingo, 13 de setembro de 2009

Do Z4 ao G4...Anda Todo Mundo Aflito



Muita coisa me deixa aflita. No futebol, então, eu levaria horas para enumerar! Mas hoje, Domingo, o que me afligiu mesmo foi o ver o Botafogo fazendo que tá gostando da sua atual situação.

Jogo dos Aflitos acontecendo em dois lugares ao mesmo tempo, desafiando as leis da física. Em Engenho de Dentro, Botafogo e Fluminense, habitantes da Z4 jogavam a vida. Em Recife, Náutico querendo se distanciar do rebaixamento, Grêmio peleando pela primeira vitória fora de casa.

Apesar do fantasma da Série B rondando a cabeça do Glorioso de General Severiano, o time entra em campo se arrastando. Passes errados pra colecionar, finalizações erradas de baciada, jogador que some nas horas mais absurdas...não vou citar nomes, mas começa com Lúcio e termina com Flávio ¬¬, uma zaga que não tem e menor idéia do que está fazendo e um goleiro que tirou defesas do cu por que era o único com vergonha de perder pro lanterna do campeonato.

Já são 10 jogos sem vitórias (entre eles dois empates suados e bonitos com Corinthians e Grêmio). E a marca de defesa mais vazada do campeonato. Marca essa que não me dá nem um pingo de orgulho. Não precisa ser um profundo conhecedor do esporte bretão pra atestar que a zaga do Botafogo é de dar medo. O Fluminense que o diga, que mesmo não estando na sua melhor forma, fez  o que quis alí atrás, dando MUITO trabalho ao goleiro Jefferson (que atuou de forma BEM convincente). Ficamos no 0 x 0, não ganhamos um ponto, perdemos dois importantíssimos, num final de semana em que nossos adversários diretos também tropeçaram

Nesse ritmo não tem nem conversa, é Série B pra repensar a vida.

Em Recife, o tricolor gaúcho conseguiu arrancar sua primeira vitória fora de casa. Ganhar nos Aflitos não é fácil, eu não acreditava que viria esse feito, mas MAIS UMA VEZ, o Grêmio foi lá naquela draga e fez o que ninguém achava que ia acontecer. Souza abriu o placar aos 17' do primeiro tempo após um cruzamento de Tcheco (que para meu alívio, não fez nenhum gol), e aos 26' Jonas encaçapou mais um. O Náutico ainda tentou fazer graça, mas prova-se mais uma vez que, ali, o tricolor fica a vontade. Maxi López conseguiu ser expulso aos 19' do segundo depois de leve futim com Cláudio Luiz. Aliás, o argentino já tinha sapateado em cima do zagueiro, mas Wilson Luiz Seneme fez que não viu.

A situação do Grêmio melhora um pouco na tabela, ficando apenas quatro pontos atrás da galerinha do G4. Dá pra gauchada sonhar pelo menos com uma Libertadores pro ano que vem.

E falando em G4...parabéns Coloridas e Palmeirenses por cagarem no pau e darem a rodada de presente para o São Paulo Futebol Petecas e Village People!

Pontos corridos me deixa sempre MUITO aflita.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Histórias do Futebol - Uma Vez Flamengo...



Hoje ouvindo o Sala de Redação da Rádio Gaúcha, como faço todos os dias religiosamente, tomei conhecimento de várias histórias de gente que morreu assistindo jogos de futebol, ou gente que passou mal. Inclusive uma história de um rapaz que durante um Grenal sentiu-se mal e até hoje tem sequelas sérias por causa disso. De cortar o coração mesmo, quase chorei.

E o futebol é vida e morte para muita gente. E pra muita gente ele surge no momento do nascimento e e acompanha até o caixão. Ou ninguém nunca viu escudo de clube em porta de maternidade? Bandeira em velório? E outras coisas do tipo?

Quando você nasce, seu pai aparece no quarto da maternidade com aquela camisetinha 10 minúscula e decreta "nasceu mais um INSIRA AQUI SEU TIME". Quando você morre, espera que seus filhos e netos lembrem de guardar suas camisas velhas, seus times de botão, suas faixas de campeão. E se possível que mandem uma com você.

Mas a história nem sempre é linear. Às vezes seu pai declara que nasceu mais um torcedor, mas no decorrer da vida, você escolhe outro time. Às vezes não é seu filho, nem seu neto que vai lembrar de pôr aquela camisa junto de você para o descanso final. Às vezes, por que a vida tem dessas, é seu pai.

O programa de hoje me lembrou de uma história. Não de um time, não de uma torcida, não de uma conquista. Mais de um pai. E um filho. E de dois times.

Era uma vez um menino, que, como todo garoto, logo cedo foi apresentado à bola. Logo cedo foi levado aos Estádios, o Maracanã parecia maior do que realmente é. Um mar alvinegro que pra ele nunca fez muito sentido, mas fazia todo o sentido do mundo para o seu pai. Ele olhava além e via uma Nação e vai saber se esse menino não sonhava em vermelho e preto quando ia dormir depois dos dias de jogos no Maraca?

O tempo passou e talvez por não poder optar, não saber que tinha essa escolha, o menino se desinteressou pelo futebol. No peito dele não batia uma estrela solitária...Passaram-se  anos para que ele conseguisse olhar nos olhos do pai e dizer: "Eu sou Flamengo até morrer."

E foi. E no meio da dor, esse pai, Botafoguense, lembrou de tirar do armário do filho aquela camisa rubro-negra que tantas discussões gerou e colocá-la sobre o coração que não mais batia, mas que viveu pouco e apaixonado pelo Flamengo.

E essa é também uma história do futebol.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tantas Vezes Campeão



Já disse isso e repito, a despeito de todas as rivalidades do futebol, me dói ver qualquer time caindo pelas tabelas (exceto o VaiCurintia, que esse eu ri mesmo), e resignada com a situação nada agradável do meu time ainda consigo encontrar um cantinho pra sangrar em três cores pelo Fluminense.

O Flu é grande, enorme, mas sofreu e sofre na mão de uma administração xexelenta. E pior, seus torcedores vêem diante dos olhos um repeteco assustador. Torcida exemplar, sem abandonar o time, prende a respiração, fecha os olhos e repete baixo pra si mesma: "o Fluminense me domina, eu tenho amor ao tricolor". É triste, e o mais triste...que é uma tragédia anunciada e que poderia ter sido evitada. Se não tivessem esperado tanto pra tentar resolver.

O Tricolor Carioca nasceu em berço de ouro, pai estrangeiro, casa arrumada. No ano de 1902 o Flu já surgia com ares de profissionalismo e a famosa disciplina que fascina. Foram décadas servindo o ainda jovem futebol brasileiro que culminaram na Taça Olímpica, em 1949. O Flu foi então agraciado pelo Comitê Olímpico Internacional pelos seus préstimos ao desporto como um todo. Não há no mundo nada maior que essa Taça. E ela reside na bela sede das Laranjeiras. Única na América Latina. E única obtida por um time de futebol.

Além desse reconhecimento, o Fluminense já foi buscar muitos outros títulos entre eles 30 Estaduais, um Brasileiro, uma Taça de Prata, uma Copa do Brasil, dois Rio-São Paulo, uma Copa-Rio e sim, um título de Campeão Brasileiro da Série C. Isso, Série C! O time que nasceu em berço de ouro já desceu ao inferno das viagens longas, dos pastos e da falta de estrutura. Voltou de forma duvidosa, mas voltou, firmou-se na elite do futebol nacional novamente. Quase venceu uma Libertadores, arrancou dos favoritos, São Paulo e Boca Juniors, a chance de erguer aquela taça. Também não ergueu, tinha uma LDU no meio do caminho.


Da final da Libertadores para a rota do inferno. Novamente. Trapalhadas, técnicos indo e vindo, acomodação, sonolência, apatia, derrotas, lanterna. Essa é a realidade do Fluminense HOJE. Tantas vezes campeão...de Telê, Castilho, Rivelino, Gérson, Renato Fitinha do Porcão, e do meu vô (sim, o Coronel foi atleta de salto do Fluminense). HOJE é sombra do que já foi. Mas não será pra sempre, pois o Flu esteve no chão, levantou, fez gol de barriga, eliminou o São Paulo nos acréscimos, e no sangue do encarnado, vai voltar a reinar grande no futebol.

Domingo, Botafogo e Fluminense fazem jogo de vida e morte.Torço pro meu time, é claro, mas torço para que Flu ache seu caminho de volta sem que o cegue o furor da batalha nem que o fira o rival.

Nilmar, Castillo e Maradona. Todos Querem Chegar na África.



Noite elétrica nas eliminatórias sulamericanas da Copa, do começo ao fim.

A Seleção do Uruguai, que já viu dias melhores, precisava de uma vitória para seguir viva no propósito de estar ano que vem na terra de Joel Peiseime. Conseguiram somar 21 pontos e ficar na sexta posição da tabela, posição essa que permite à Celeste sonhar com essa classificação.  O cenário ajudou, o Estádio Centenário de Montevidéu. Suárez, Scotti e Eguren também ajudaram, cada um com um gol. Valdez não quis ajudar muito e conseguiu ser expulso.

Castillada que é sempre Castillada, não tem jeito, tentou ajudar, mas falhou bizonhamente no gol da Colômbia. Ele, que é baixinho, ficou a catar borboletas ao sair TODO ERRADO (é, eu sei, falar que o Castillo saiu todo errado é quase uma redundância) pra cima de Martinéz. Mas Castillada é esforçado, torço para que seu país consiga a suada classificação e ele possa correr livre pelas savanas africanas gritando: "Mira, mira!"

No jogo seguinte, uma quase-morta Argentina pegava um eficiente Paraguai. Guerra de vizinhos para os hermanos, mais uma vez. E mais uma vez, a boa vizinhança não foi cortês com os cabeludinhos. Cabañas e cia. atropelaram a AlviCeleste sem dó nem piedade. Apesar de terem vencido por apenas um gol de Haedo (advindo de um passe do gorducho Cabañaço), o time do Paraguai era nitidamente melhor e mais calmo, enquanto o time liderado por Don Diego tentava não meter os pés pelas mãos. Verón que tava pedindo um vermelhinho desde o início da partida, conseguiu o que queria no segundo tempo e restou a Maradona assistir de camarote à outra derrota de seus comandados. A repescagem segue cada dia mais próxima.

Dizem que Messi jogou. Eu não vi. ¬¬

Pra fechar a noite de um jeito bem gostoso, o Brasil recebeu o Chile em Salvador. E Nilmar, com a grande chance de mostrar a Dunga que tem, sim, condições de ir para a South Africa como titular no lugar do filho do Pelé (AKA Robinho) resolveu que ia brilhar muito no Corinthians e mandou ver numa noite inspirada.

Ao seu lado, um Adriano meio grosso com um forte #uóxitãofeelings, não conseguiu muito apesar de ter corrido, se esforçado e dado uma grande força na zaga. Espero que o Dunguete dê mais uma chance pro Imperador! Também gostaria de vê-lo embarcando totoso (por que, vamos combinar, Adri deu uma emagrecida e tá um PETÁCULO) para a Copa.

O Brasil chegou a abrir 2 x 0 de vantagem, com Nilmar e Júlio Baptista, e o Chile correu atrás do empate e com um 2 x 2 no placar, Nilmis decidiu que era hora de pôr ordem na casa, conseguiu mais dois, quase que seguidos e escreveu seu nome no Pituaçu. Espero que o Dunga tenha assistido o mesmo jogo que eu, pois Nilmar tem bola, sim, apesar da cara de chorão.

O Imperador ainda conseguiu a proeza de ser substituído pelo ReTardelli, que também pouco fez, como era esperado. Felipe Melo, que não fez boa partida, foi expulso, André Santos jogou daquele jeito lá dele, meio VaiCurintia e também foi substituído, por Elano. Sandro entrou por que o Dunga é Colorado. SÓ!

Vale comentar sobre o goleiro chileno, Bravo, um quase Castillo que bateu roupa, saiu errado, buscou bola fora da área, e catou cavaco atrás da pelota. Mais um pouco e ele chega no nível Castillada de ser. Precisa só aprender a ficar pulando feito mico de circo (ai, Casti...te amo!).

E, seguimos assim, Brasil e Paraguai já com passaporte carimbado. Uruguai e Argentina brigando pra chegar lá.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jenny Visita - O Museu do Futebol



"Visitar o Museu do Futebol é visitar a história do Brasil no século XX e descobrir por que somos habitados pelo futebol."

Pois é, lindezas, eu ainda não tinha ido ao Museu do Futebol, localizado no Estádio Paulo Machado de Carvalho A.K.A Pacaembu. Nesse feriado, decidi finalmente ir. Como todo bom museu, as fotografias são proibidas lá dentro, por isso vocês ficarão somente com meu relato escrito, mas vale a pena.



Começando pelo preço do ingresso, 6 honestíssimas realidades, que nem pesam no bolso de ninguém. O museu é algo incrível, para quem gosta de futebol, para quem gosta de história ou para quem quer só um passeio tranquilo e divertido. Aliás, só chegar até a Praça Charles Miller e olhar o Estádio já é um prazer, fácil um dos mais bonitos que vejo, a fachada tá um luxo de bem cuidada. Mas tome cuidado caso vá de carro, logo na entrada da praça, vários molequinhos vão tentar te vender um cartão da Zona Azul por R$10,00 (um absurdo!). NÃO COMPRE!!!! Comprando na bilheteria do Museu ou no Bar Brahma ao lado, o mesmo cartão sai por R$1,80 pelo mesmo período de três horas.

Mas vamos ao que interessa...logo na entrada do Museu, um salão enorme abriga coleções de times de futebol de botão, flâmulas, camisas de times  (essa exposição é temporária e vai somente até dia  06 de Dezembro) e fotografias de itens colecionáveis . Eu apaixonei de tal maneira por um jogo de botão do Juventus lindíssimo, pela camisa antiga do Londrina, pela flâmula do Nilton Santos e pela pin-up corintiana pendurada na parede. Também achei curiosa a flâmula do Inter onde um capetinha descia o sarrafo no mosqueteiro. Espirituoso. E se você tiver companhia e tempo, dá pra bater uma partidinha de botão nas mesas disponíveis.

Subindo a escada rolante, você é recepcionado por um Rei Pelé bilingue no melho estilo Joel Peiseime. E aí velhinho, é a hora de preparar o coração apaixonado. Por que dali é para uma sala escura onde os maiores jogadores do país flutuam no ar. Depois de ficar babando alguns minutos (por que é realmente muito bonito) sente numa das cabines e escute os maiores radialistas do país narrando gols históricos desde os anos 30 até 2006. Depois levante e use uma das televisões para ver e ouvir vários apaixonados por futebol narrando seus gols favoritos de seus times. Destaque para Aníbal Massaini e o gol do Denner pela Lusa em cima da Inter de Limeira, Sérgio Xavier e o gol de 81 de um Grêmio desacreditado e Galvão Bueno e o pênalti do Baggio.

Terminando essa experiência, você passará por uma porta giratória e subirá mais uma escada, para chegar no meu canto favorito. Debaixo da arquibancada do Pacaembu, no lugar que é de direito delas, as 30 maiores torcidas do país dão aquele show que eu tanto gosto. O barulho é ensurdecedor, mas o clima é de paixão total. Perguntei se podia colocar uma cama e viver ali. Fiquei uns 10 minutos apreciando o show e não vi a do Botafogo :( mas vi a do Grêmio, que chega a dar medo. O.o

Mais uns passinhos e uma sala mais clara e mais silenciosa para contar os primórdios do futebol brasileiro, ande mais um pouco e um salão maior só para Leônidas da Silva e Domingos da Guia, onde é traçado um paralelo entre os inventores do futebol-arte e escritores e músicos importantes.

Aí, depois disso, prepare o coração e o fígado, por que dói. Dói na alma. Uma instalação te leva direto para o Maracanaço em 1950. O Brasil tinha essa Copa ganha, bastava um empate com o Uruguai dentro de um Maracanã loado até a boca. Até o segundo gol da Celeste, um coração bate, depois disso é silêncio total. É a sensação de ver um Maracanã calar.

E não, você não pode pular a instalação, é obrigatória. Você tem que passar por isso! Tem que sentir a dor para chegar na próxima sala, bem mais alegre, com a história de todas as Copas. E cada espaço, dedicado aos anos, trazem o futebol e os fatos que ocorreram no mundo naquela época.

Pelé e Garrincha têm espaço só para eles. Com direito a camisa usada pelo Rei (dá um arrepio só de chegar perto...certo que eu já cheguei bem mais perto do Pelé, mas fiquei com vergonha de falar com ele ¬¬). Daí para o labirinto cheio de placas com curiosidades sobre o esporte, incluindo a maior goleada da história (Botafogo 24 x 0 Mangueira), menor público de um jogo (55 nego assistindo o Juventude no Olímpico) e tantas outras coisinhas pitorescas, explicações sobre jogadas, bolas e chuteiras através dos tempos e mesas de totó (ou pebolim, como você preferir) pra você se divertir.

Passando o labirinto, você chega a um portão aberto que dá direto para uma vista belíssima do Pacaembu, de frente para o Tobogã da Pobraiada. Vale lembrar que assim que entrei, dei de cara com um Colorado ¬¬, ande mais um pouco e assista uma seleção de gols, dribles e defesas. Desça mais uma escada e observe sobre sua cabeça as bandeiras dos maiores times do Brasil (a do Botafogo tá logo no começo) para então chegar na parte divertida da coisa, onde você pode jogar com uma bola virtual, bater pênalti e perder uns minutos olhando as fichas dos times.

Terminado o passeio, aproveite para passar na lujinha da Roxos e Doentes, comprar uma camisa nova do Corinthians, que ficou uma coisa linda (eu admito) e tomar um choppinho no Brahma. Com direito a sambinha e torcedor do Flamengo na mesa.

MUSEU DO FUTEBOL
www.museudofutebol.org.br
(11)3664-3848
Inteira R$6,00
Meia (para estudantes e maiores de 60 anos) R$3,00
Crianças até 7 anos não pagam
Horário de Funcionamento
Museu - terça a domingo 10h às 18h
Bilheteria - terça a domingo 10h às 17h
NÃO ABRE NOS DIAS DE JOGO.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Quem É o Técnico do São Paulo?



Teoria da conspiração MODE ON.

Já há dias tenho pensado no comportamento de Ricardo Gomes à beira do gramado. Ricardo, mesmo depois de aclimatado ao tricolor paulista, ainda parece distante e alheio ao jogo que se desdobra a sua frente. De duas uma, ou Ricardo Gomes é mesmo um tiozão mega tranquilo, ou Ricardo Gomes não é, de fato, o técnico do São Paulo Futebol Petecas e Semana de Moda de Milão.

Vejam bem, vamos raciocinar juntos: Ricardo Gomes nunca teve nenhum trabalho de grande expressão dentro do país, estava bem quietinho lá no estrangeiro quando surgiu tal qual um coelho de dentro da cartola de Juvenal "Ardiloso" Juvêncio. O São Paulo afirma que já tinha sondado o Ricardão na era pré-Cuca, que nem era tão novidade assim.

O que também não seria novidade no Morumbi é ter duas pessoas diretamente responsáveis pelo time. A dupla Rojas/Milton Cruz já fora utilizada em 2003. Rojas era o homem que comandava ali no gramado, enquanto Milton comandava lá de cima. Estaríamos tendo um repeteco velado de tal prática?

Milton Cruz está junto com o São Paulo desde mil novecentos e sempre, conhece aquilo lá como a própria bunda. Mas afirma categoricamente que não quer ser técnico. E eu entendo. Nos bastidores é tudo mais tranquilo, em caso de #fail ninguém sai pedindo cabeça do auxiliar técnico e sim do caboclo que está dando a cara pra bater no comando. Então pra que queimar alguém tão antigo e experiente nessa frigideira que é ser técnico? Pra que jogar Milton Cruz numa fogueira? Não, Juvenal, bicho matreiro que é lançou mão de um laranja, alguém que aceitaria pôr a cara a tapa, mas sem realmente apitar lá dentro. Não seria fácil convencer uma das figurinhas carimbadas em exercício atualmente no país para tal, afinal todo mundo tem sua cota de vaidade. Simples seria catar alguém expressivo feito um picolé de chuchu, fora da terra brasilis e dizer: "você é o meu laranja".

Poxa, mas e os louros? Em caso de vitória irão todos para o Ricardô Gomê e Miltaço ficará lá chupando dedo mesmo sendo o responsável direto por ela? Ossos do ofício. Coisa de quem faz o que faz por amor e não por melindre. Eu acho plausível que um cidadão como o Milton aceitasse algo do tipo. Não seria uma grande novidade pra ele.

Ricardo teve pouco tempo hábil para fazer o que fez com um time que praticamente não via jogar, que não estava nem próximo da realidade dele. Isso me faz ficar pensando nessas teorias conspiratórias. Ahhhh mas o time podia estar só fazendo corpo mole com Muriçoca e tratou de jogar feito macho com outro técnico...tudo bem, pode ter acontecido isso, mas muita gente nesse elenco do São Paulo tem grande respeito pelo Muricy, me recuso a crer nisso.

Eu acho que o técnico do São Paulo, na real, atende pelo nome de Milton Cruz. Ponto. Mas isso é achismo conspiratório de uma mente ressacada num feriadão.

Teoria da conspiração MODE OFF.

RÁÁÁÁÁ, PEGADINHA DO JUVENAL!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Patre Primordium Para iPhone



Quem me conhece, sabe, eu não sou grande entusiasta dos quadrinhos nacionais, acho que tem muita gente que faz muita merda e fica punhetando em cima, pagando de artista incompreendido e solitário. Mas não tenho a menor cerimônia de tirar o chapéu e reconhecer quando alguém faz um trabalho de primeira linha.

É o caso da dupla Ana Recalde e Fred Hildebrand, criadores da Patre Primordium. A roteirista e o desenhista têm se empenhado ( e eu vejo a Aninha correndo feito #alocka) para manter um material de qualidade, com periodicidade numa indústria que nem sempre prima por isso.

A edição #1 foi lançada no AnimeFriends desse ano, com direito a foto da primeira venda! GO, PATRE, GO! E agora, pouco tempo depois recebo a notícia que a Patre ganhou um app todo lindo e especial para leitura em iPhone, pela Gol Mobile. Então ficou super fácil pra você ter suas edições atualizadas na mão com som e sem cortes de quadro.

Ué, tem som? Tem, pô, falei que o negócio era firmeza! Com direito a sonoplastia desenvolvida pela Double Sound e com as vozes de Fernanda Fernandes, Flávia Saddy, Sérgio Fortuna, Sarah Souza e Mckeidy Lisita.

Segue vídeo SUPER bacana com a Aninha babando no filhote e um preview do aplicativo:

Curtiu? Então aproveita pra conhecer mais sobre a Patre Primordium e seus criadores no site e no blog.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

O Capitão de Três Cores



Para desespero do Zé da Fiel, esse é sim um post para gozar com o pau do Tcheco.

Anderson não é gaúcho, é paranaense de Curitiba, mas cresceu com o apelido de Tchê dado pelo vizinho, esse sim gaúcho. Tchê virou Tchêzinho, que virou Tchequezinho e por fim, Tcheco. Quer dizer, Anderson não é gaúcho por mero capricho do destino. Nasceu Tchê e virou homem em Porto Alegre.

Já faz algum tempo que a turma do amendoim pede a cabeça do Capitão da Azenha. E eu sei que tem gente lendo isso agora e pensando: "mas que porra essa garota querendo dar pitaco no time dos outros!" Antes de mais nada, Tcheco quer dar um título ao Grêmio, mas infelizmente ele não consegue fazer isso sozinho. Se pudesse faria.

Ninguém é Capitão da Azenha à toa. Ou pelo menos não deveria ser. Ninguém leva uma responsabilidade dessas nas costas, sem ter um belo par de bolas entre as pernas. Então acho engraçado quando a turma da chupeta reclama que o Tcheco é velho (ele tem 33 anos, pra quem não sabe). Queriam o que? Um moleque cheirando a leite? Que ia abaixar a cabeça na primeira derrota? Que não ia olhar nos olhos de vocês e dizer que "a gente joga por isso aqui" e apontar pra torcida?  Aquela braçadeira amarela, pesa viu?!

"A gente não é imortal pelo que faz dentro de campo, mas sim pelo que diz o hino e pelo que representa o Grêmio." Para o Capitão, o Grêmio é maior que tudo, maior que os jogadores, maior que a torcida, que as derrotas e que as vaidades. Não é o Tcheco que vai transformar o Grêmio em imortal, mas o Grêmio que vai imortalizar seu Capitão. E ele sabe disso.

Ele ama o que faz, e onde faz. Injusto bradar que ele não serve mais pra isso e que deve ir embora. Ele afirma que gostaria de se aposentar no próximo ano, terminar a carreira dele no Tricolor Gaúcho. Faço votos que consiga finalmente dar o título que ele tanto quer ao time. Torço para que ele levante uma Libertadores com um baita sorriso no rosto, ou então com aquela cara de choro que lhe é peculiar. Mas acima de tudo, faço votos que ele saia de cena como merece, respeitado.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Brasil X Argentina

Vinícius é daqueles que acham que a única vantagem de cruzar a fronteira pra chegar na Argentina, são as argentinas.  Então fizemos um trato, cada um escrevia sua visão sobre o, sempre emocionante, duelo de vizinhos, e trocaríamos os posts. O resultado do Ví, vocês conferem a seguir:


Hermanos? Só porque nascemos perto...


Brasil e Argentina... ou melhor, Argentina e Brasil fazem neste sábado (05/09/09) uma das maiores pelejas do futebol mundial. Sim, uma das maiores, e não a maior. Por que? Contem comigo:

Brasil penta vs Itália tetra. Captou? Vejam bem, essa é a MINHA opinião, e procurei nem pensar na minha descendência italiana. Ta, já sei, já sei, tem o lance da vizinhança... Ta, eu confesso! Perder prá Argentino dói mais. Voltemos ao texto então...

Daí que o jogo é importantíssimo para as duas equipes, mas principalmente pro lado hermano. Eles perigam ficar de fora da Copa 2010. E o Brasil tá a meio caminho da vaga. Pode até perder esse jogo, pois se fizer o dever de casa contra o Chile na próxima quarta-feira em Salvador, praticamente carimba o passaporte prá África do Sul.

Mas quem quer perder um jogo desses?



PENTACAMPEÃO!!!

A verdade é que Brasil e Argentina sempre fizeram jogaços. É aquela coisa: qualquer um dos times podem não estar bem, mas é o clássico, é a hora do pega-prá-capar e do sanguenozóio dos dois lados. Os argentinos preferiram levar o jogo prá Rosário, um estádio aparentemente acanhado, mas que a torcida, na verdade, fica em cima dos jogadores.

E é prá intimidar, claro! Eles adoram fazer isso quando a coisa fica feia pro lado deles. E no Monumental de Nuñes a torcida fica muito longe do campo para os padrões hermanos de pressão futebolística. Aliás, esse lance de pressão é uma coisa que, sinceramente, nós temos que tirar o chapéu para os nossos vizinhos. Torcedor brasileiro só sabe fazer barulho. Torcer e cantar como se a sua alma estivesse em jogo ali no campo, só eles.

E, é claro, não podemos deixar de citar as argentinas... não que as brasileiras não sejam lindas, mas parece que é aquela coisa: a grama do vizinho costuma ser mais verde, manjam?


Hola, que tal? Yo soy Messi! =D

Quem está acompanhando os noticiários esportivos sabe que as provocações já começaram dos dois lados quando as duas equipes reuniram-se para os treinos. Também, pudera: HOJE Messi é o melhor jogador do mundo e pode sim resolver uma partida, apesar dos desfalques do time do Maradona. Mas o Brasil tem Kaká, Júlio César, Luis Fabiano...

E na hora que a bola rolar vai ser aquela coisa: pode ser até gol ajeitando a bola com a mão (oi? Túlio?), mas o que importa é a vitória. Seriam os hermanos, hoje, a cereja do bolo verde-e-amarelo antes da Copa do Mundo? Ouvi ontem de um brasileiro que o melhor para a seleção brasileira seria a derrota, pois os comandados do Dunga abaixariam a bola antes da Copa. Olha, na boa... vou vibrar muito se o Brasil ganhar o jogo!

Nossos vizinhos que se virem prá pegar a vaga depois...


Agora querem ver o que yo tengo a dizer sobre os hermanos? Corre lá no Historiador Perdido então...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

O Futebol é Feito de Pessoas



Eles não são profissionais, nem ganham dinheiro com isso, pelo contrário, desembolsam quinze realidades cada um por uma hora e meia de quadra, um vestiário e uma bola.

São caras com os mesmos problemas que eu e você, mas que tiram quinze reais do bolso a cada duas semanas para se sentirem os donos do mundo e esquecerem que a luz venceu tem uma semana, que o pai está no hospital, que a namorada viajou, que o chefe é um babaca ou que o filho está com dor de ouvido.

Muitos não jogam nada, alguns conseguem enganar, e descontam ali a frustração com aquele professor de educação física que nunca os escalava pro time titular. Outros talvez tivessem feito carreira no futebol se não fosse um joelho problemático. Alguns vestem a camisa do time do coração, outros aproveitam pra desfilar a coleção, outros vestem o que acham primeiro no armário.

Não vale nada. Mas invadem campo pra comemorar um gol bonito, jogam no sacrifício até o fim e voltam pra casa  pra ouvir a notícia que graças a pelada de sábado, terão que operar o joelho. Aquele mesmo joelho que arrancou deles o sonho de jogar profissionalmente.

No alambrado da quadra, uma propaganda da Topper diz "Coração Manda". E isso é o futebol. Coração. E pés.

Depois do futebol vem a cerveja, cada um conta sua jogada mais linda, sua pixotada mais ardida, armam o jogo contra o pessoal de outro Estado, relembram os jogos dos seus times, contam por que decidiram torcer pra Lusa, lembram o que está escrito atrás do goleiro do seu time de futebol de botão, narram o soco que tomaram no queixo ao ir arbitrar um partida da várzea. Futebol é feito disso...pessoas. E histórias.

domingo, 30 de agosto de 2009

Jogando Chopp no Chimarrão Alheio



Mais uma rodada do Brasileirão passou e o Glorioso continua na zona de rebaixamento, mais um jogo no Engenhão sem vitória.

Não sei para todos os outros botafoguenses espalhados pelo mundo, mas pra mim esse jogo só tinha um propósito: não dar de presente para o time da Azenha sua primeira vitória fora de casa.

O Botafogo começou bem, já que entrou ofensivo dentro de campo, Dr. Estevam Soares está, aos poucos, colocando o pau na mesa. Vamos acertar nesse esquema novo e arrumar a medonhice que é aquela zaga. Aí dá até pra pensar em respirar.


O Tricolor Gaúcho quis logo gostar do jogo, nos dois primeiros minutos já me assustou, mas ao Fogão não. O time parou, respirou e começou a pressionar também. Resultado veio aos 19 minutos com Reinaldo e um rebote do Victor (que tá agarrando horrores, puta merda!). Porém como é de praxe, o Botafogo arreganhou suas lindas pernocas logo após e num gol medonho (daqueles que o VaiCurintia adora achar) o Grêmio empatou com Jonas (23').

Times de volta ao campo para o segundo tempo, recepcionados por uma torcida nervosa. Victor Simões, um dos mais vaiados, acertou o pé logo com um minuto de jogo. Começariam aqui os percalços físicos da minha noite...acertei um tapa na parede que deixou minha mão vermelha.

E começariam também os percalços do Glorioso lá no Niltão. Uma partida que estava em pé de igualdade começaria aqui a virar um Bailão do CTG Saudade de Sul ¬¬. O vanerão deu-se início com um gol irregular do Grêmio, depois que Mário #alocka Fernandes cruzou para Jonas depois que a bola já tinha saído pela linha de fundo. Depois disso ainda tivemos uma rodinha de chimarrão quando Adilson meteu o bração na bola dentro da área. Na minha terra é pênalti, nos Pampas eu não sei. Mas vou encarar como o karma punindo o Glorioso pela cortada do André Lima.

Aos 28 da festa do CTG Saudade do Sul, Souza cobrou uma falta daquele jeitinho dele e encaixou sem lubrificante no Castillada. Ia se desenhando a primeira vitória gaúcha fora do Olímpico, o que pra mim, representaria alguns dias de piadinhas de como era óbvio que isso aconteceria no Engenhão. A essa altura do campeonato, além da mão machucada, estava com uma unha quebrada e o estiramento da virilha voltou a doer depois de pular da cadeira para xingar a arbitragem.

Depois do banho de água quente com erva-mate, o Botafogo resolveu que devia acordar, lá pelos 40' começou a pressionar ardido um Grêmio todo recuado, querendo enfiar no bolso logo essa vitóriazinha como visitante. O Glorioso tanto bateu que aos 43' Leandro Guerreiro (TROMBETAS DO APOCALIPSE, por favor...) acertou um do meio da rua. André Lima ainda teria virado se tivesse esticado um cadinho mais a perna, mas eu nem exijo nada do Inominável.

Verdade que o Botafogo errou passes de baciada. Verdade que o Botafogo tem uma zaga que é uma verdadeira meretriz, mas tem lutado de forma bonita. Só recuperar a auto-estima já é o suficiente pra mim.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Quem Tem Boca...



vai a Roma? Certo? Até vai, mas a boca serve pra muito mais do que te levar a cidade que tem Falcão como rei.

Faz tempo que eu não escrevo um tutorial desses, baseado nas minhas viagens pelos lugares mais exóticos do mundo. Começou com um manual simples, porém honrado para os momentos solitários dos rapazes, depois tentei jogar aquela luz nas moças com medo de engatar a ré e agora, atendendo a um pedido, eu revirei meus registros de uma viagem feita a República Tcheca (onde todos os homens são Tchecos) e achei perdido o Tratado Oral da Morávia do Sul.

Tal Tratado Tcheco (áááágua) desvenda os mistérios do ato vulgarmente conhecido como boquete, bola-gato ou aquela chupetinha companheira e sincera. Um tratado inteiro só para o simples ato de cair de boca no salame? Parece simples né, gentem!? Mas nem é. Existe toda uma gama de variáveis nessa que parece uma atividade relativamente simples.



1. Não Sabe Brincar, não Desce pro Play

Os Tchecos (oi?) partem do princípio que se você está na brincadeira com o rapaz é por que curte. Se curte, não pode ter nojinho.

Homens tem uma relação estranha com o próprio pau. Eles tem um orgulho danado do amiguinho e querem que você adore o instrumento como um totem místico. Então antes de mais nada, é imprescindível que você demonstre amor, paixão e desejo ardente por aquilo ali. Mesmo que seja uma mixaria.Coma o rapaz com os olhos. Aliás, o Tratado afirma que o contato visual é essencial. Ficar de olhos fechados o tempo inteiro ou jogar a cabeleira na frente impede que o Cromossomo XY acompanhe o show. E gatas, homem ADORA acompanhar show.

Não ter nojinho inclui segurar com vontade e mandar ver como se não houvesse amanhã. Se o cara ficar de nojinho com você, certeza que você se sentirá mal. Então não faça pros outros o que não gostaria pra si mesma.




2.  Aperfeiçoando a Técnica


Não é legal atacar a vara do bunito de uma vez, nem fazer isso com pressa. Ninguém quer uma maquininha chupadeira. Ir começando aos poucos, devagar, fazendo aquela amizade com o pipi do gato, conhecendo o terreno, use só a língua e os lábios no começo. A menos que vocês estejam em alguma situação em que precisem correr contra o relógio, não custa nada fazer o gato passar aquela vontadinha parceira enquanto você aprecia o brinquedo de várias formas.

Céquiço oral é um momento que envolve muitas váriáveis, como eu já disse. Então, você amiga esforçada, não precisa bater sempre na mesma tecla. O amigo do seu gatinho tem cabeça, corpo e um cabresto. Oi? Um cabresto...é, ou freio, como você preferir e eu não saberei dizer agora se rola um nome científico. Não faz idéia do que é isso? Assim, gata, te explico, se o pipi amado tem capuz ele tem cabresto, que é a pele que une a capinha ao corpo. E é bem lá que mora todo o truque, por que esse lugarzinho esquecido pelo mulherio é que vem a ser o tchans da parada. Perca um tempinho ali que você vai entender do que eu tô falando ;). Os Tchecos (UI!) garantem 100%¨o retorno do esforço.

Pra coisa toda correr legal é essencial que você esteja com água na boca, literalmente. Com a boca molhadinha fica muito mais gostoso. E pode ficar sossegada, ninguém vai reclamar que você tá babando no pau ¬¬. Saliva pode, dente de jeito nenhum! Dizem que tem cara que até curte quando você arranha de leve, eu nunca conheci nenhum desses ao vivo.

Ah mas você é muito ousada e que abocanhar o grandão de uma vez? Olha, bunita, tem toda uma técnica mágica pra fazer aquela garganta profunda de responsa. Eu sinceramente nunca consegui, mas como minha função aqui é passar adiante os ensinamentos Tchecos (diliça), vão as dicas: pôr a língua pra fora dá uma força, e também contrair a garganta, é...contrair, as pessoas acham que você precisa relaxar, mas é o contrário. Sentiu que vai rolar uma gorfadinha? Pare, respire e continue. Todos os relatos do Tratado afirmam que a ânsia só vai passar com a insistência. Então é treino. Use como desculpa pra ficar com a boca ocupada toda hora.

O boquete não deve se resumir só a linguiça, por que alí na vizinhança do entre-pernas, alí no corta-luz, também reside seu amigo saco. Pô saco é uma coisa feia, gente, é, não tem jeito! Mas, lindas, o saco da sua paixão tá lá pra ser mimado também. E todo cuidado é pouco, qualquer movimento brusco lhe renderá uma joelhada inconsciente nas costelas. Enquanto se concentra na giromba, use a mão (DE LEVE, sua tosca!) no saco, e depois use a boca, tudo com o MAIOR dos jeitinhos.


3. Os Limites da Decência Britânica

Você até curte a milenar arte Tcheca do bola-gato, mas tem seus próprios limites. Então é bom deixar claro antes pro rapaz até que ponto você chega. Acha que nem precisa de um complemento de proteína na sua dieta e dispensa a porra? Ótimo, direito seu, mas avise ao menino. Antes, para que ele possa te avisar na hora e você  termine de outra maneira. Não avisou e ficou de boca cheia, não cuspa. Sério...NÃO CUSPA. Magoa, viu?! Te garanto que você já engoliu coisas bem piores.

O gato se empolgou de tal maneira e meteu a mãozona na tua cabeça e empurrou sem dó? Calma, antes de sair batendo porta e esbravejando que isso é um desrespeito a sua condição de mulher liberada e independente, entenda que foi o calor do momento. Tire a mão do rapaz dali e pronto, ele vai entender.

Não precisa fazer #alocka nessas situações, ninguem gosta de mulher histérica nem de lhama cuspideira. É muito mais phino agir discretamente e resolver na conversa. No mais é só curtir o momento com o lindão e esperar pela sua vez, que ninguém é de ferro, néam?


Por último, mas não menos importante:

Deixou o cara gozar na boca e ele não quis te beijar depois? Mande a puta que pariu, por que isso aí não é homem, e sim um belo de um MERDA!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Jenny Taylor Facts



Post narcisista, por que hoje eu posso. Hoje é #jennyday \o/

Fatos insólitos ou nem tanto sobre minha pessoa:

  • tenho medo de escuro. Mesmo, de verdade, se acordo a noite pra fazer xixi tenho que acender todas as luzes no meio do caminho. E durmo toda coberta mesmo no calor, por que assim as almas penadas não me pegam;
  • eu repeti o último ano da escola por falta ¬¬;
  • eu tenho dificuldade para ouvir a linha de baixo numa música;
  • quando alguma coisa some em casa, eu amarro o Saci;
  • quando morava no Rio eu nunca ia a praia, agora quando começa a fazer calor eu fico com afliceta de descer a serra;
  • eu não gosto de sucos amarelos;
  • se aquele caldinho vermelho da beterraba tiver pego no arroz, eu não como;
  • meu primeiro porre foi com Malibu;
  • eu tenho uma cadela que tem nome de macho;
  • eu sou naturalmente loira;
  • quebrei a lente de contato dentro do olho jogando Tazo;
  • quando quero que alguma coisa dê certo, uso as meias do Flamengo;
  • eu cheiro o gibi que estou lendo;
  • não dirijo por que tenho medo, mas se dirigisse compraria uma Rural Willys azul e branca;
  • eu tive vontade de comer um pudim de leite de um despacho na porta do Parque São Jorge (mas não comi);
  • vivo caindo, escorregando, me machucando e quase sendo atropelada;
  • já fiquei presa no Metrô;
  • já fizeram xixi no meu tênis em plena Parada Gay;
  • fiquei com meu professor de Matemática do terceiro ano;
  • já tentei matar aula embaixo da cama, mas meu pai me pegou (e eu fiquei de castigo);
  • fui uma coruja rosa na única peça de teatro que fiz na escola;
  • sempre perco as apostas que faço;
  • eu já comprei box de seriado sem nunca ter assistido um episódio do mesmo;
  • quando vou a praia no Rio, me perguntam se eu falo português ¬¬;
  • já tive um crush por um rapaz que atendia pelo singelo apelido de Diabo;
  • já bebi leite azedo e comi pizza embolorada sem nem perceber;
  • namorei um Flamenguista. E nem carioca era a criatura ¬¬
Chega...já falei demais sobre mim. Agora é aproveitar o fim do inferno astral e fazer a jaca de pantufa \o/

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Não Importa se Libertadores ou Sulamericana...



...o importante é que emoções eu vivi.

Dia 13 desse mês lá no Barradão, Vitória e Coritiba fizeram a primeira partida válida pela Copa Sulamericana, e o time baiano abriu uma vantagem de 2 x 0, forçando assim, o time paranaense a fazer três gols em casa ou pelo menos dois, para levar para as penalidades máximas.

Sinceramente, achei que tinha acabado pro Coxa ali, que jamais abririam dois gols de diferença, mesmo sendo no Couto Pereira. Queimei a língua (pelo menos nesse aspecto), pois o time do Paraná conseguiu sim, fazer esses dois gols. Depois de um primeiro tempo nojentinho, onde o Coritiba pressionou, mas nada aconteceu, a etapa complementar começou com um gol do meio da rua de Marcelinho Paraíba (2'). Faltava mais um.

Não demorou muito mais pra eu ficar aqui de boca aberta pensando: "porra, e não é que o Coxa vai levar essa ?!" Aos 12' Renatinho aproveitou um rebote do Gléguer pra fazer a torcida alvi-verde respirar mais aliviada. Se com doze minutos do segundo tempo estava 2 x 0, Vitória chegando ocasionalmente e o goleiro Vanderlei inspirado, dava tranquilamente pra fazer mais um e administrar a vitória. Mas os deuses da bola quiseram de outra maneira...

O tempo regulamentar findou-se com esse resultado e o Couto parou de respirar para assistir uma disputa de pênaltis. Pode parecer muito pouco pra você, colega que está no G4, que tem chance de ganhar o Brasileiro, que joga Libertadores todo ano e que põe título pelo cu. Mas não era pouco para o Coxa, no ano do seu centenário, correndo risco de ser rebaixado e com essa única chance de levantar um troféu no seu aniversário mais importante.

Se o mundo fosse justo, o Coxa teria ganho no tempo normal, pois jogou melhor (destaque pro Ariel, que lavou, passou e bateu muito). Se o mundo fosse justo, Jéci não teria batido feito um animal e perdido o pênalti. Se o mundo fosse justo, aquela bola do Roger teria mesmo batido no travessão e não teria entrado. Mas o mundo não é justo.

E como nem tudo são flores, resta pro Coritiba esse ano lutar pra não cair. E o Vitória segue adiante na Sudamérica esperando o vencedor de Blooming e River Plate do Uruguai.

Por isso que quando eu digo que rola MUITA EMOÇÃO na Copa Sulamiranda, eu não tô mentindo.

  ©Template by Dicas Blogger.

TOPO