quinta-feira, 4 de junho de 2009

Jenny pergunta, Johnny responde



Johnny não é designer, programador, webmaster, escritor, jornalista, poeta ou músico. Johnny é um observador, curioso, daqueles que sabe tirar ótimos textos da conversa alheia na fila do banco.

Johnny funciona ao contrário. E não se chama Johnny.

Johnny, se você fosse obrigado a seguir carreira no crime, o que você escolheria? Ladrão de bancos ou assassino de aluguel?

Talvez, na primeira semana eu fosse um assassino de bancos. Na segunda, ladrão de aluguel.

Já acordou se sentindo um gênio incompreendido?

Não. Mas já fui dormir várias vezes me sentindo um.

Mulher barulhenta ou silenciosa?

Na cama? O meu esforço é pelo grito.

Você faz a mulherada gritar, Johnny?

A mulherada, não. A minha mulher, sim. Às vezes, de raiva.

Você é um sujeito fiel, então?

Ninguém é fiel por inteiro. Pensamento a gente não controla. Mas já fui pior, bem pior. Já fui pego em atividades suspeitas no MSN, podia parecer até inocente, mas eu sabia e ela também, que não era tanto assim.

Falando nisso, Johnny, é verdade que você já foi pego em atitude suspeita com um passarinho?

De onde você tirou isso? Eu tinha uma calopsita, mas nunca fomos pegos em atividade suspeita. Quando ela começou a aprender a falar, eu a vendi.

E o que te faz olhar pra uma mulher?

O cérebro. Peitos e pernas ajudam, mas não vão a lugar algum sem a cabeça.

E para um passarinho?

Só olho pro meu próprio.

Nunca ficou comparando no banheiro do colégio?

Não. Quem não confia no próprio instrumento não deveria nem ter um.

Você passa muito tempo no banheiro?

Tá perguntando se eu sou punheteiro?

Não, quero saber se você passa muito tempo no banheiro. É uma pergunta simples.

Gosto de ficar rascunhando posts de madrugada no banheiro, por isso, sim, passo muito tempo lá.

E o que te leva a pensar que determinada coisa vale um post?

Se me chamou a atenção e ficou martelando na minha cabeça, definitivamente, vale um post. Não gosto de perder idéias.

Além de perder idéias, o que mais você não gosta?

Do mundo pela manhã, tirar os chinelos e ser interrompido.

E o que você gosta?

Criar, manter a cabeça em constante atualização. E da minha cueca de bolinhas. Gosto de você também.

Isso eu já sabia :P Vestiria sua cueca de bolinhas pra mim?

É um convite?

É uma pergunta.

Depende do que você vestiria pra mim.

Engraçadinho. E o que te faria descer o cacete em alguém?

Pra me tirar do sério a esse ponto, só fazendo alguma coisa contra minha mulher ou meu moleque.

Então você é um cara tranqüilo?

Tranqüilo não me define.

O que te define, então? Pra fechar.

O que eu escrevo me define. O modo como minha cabeça funciona me define.

Alguma consideração final?

Eu não sou o cara do fio-terra.

6 Comentários:

Hugo Meira disse...

Boa juvenal, eu já ceguei a pensar que Jenny fosse o lado feminino do Johnny =D hehehhe
-
taí, vocês podiam montar uma dupla sertanjea hahahha

Nash disse...

Haha, muito, muito bom. Li as duas partes, e adorei. Além de espontâneo não perdeu o ritmo em nenhum momento.

irradiandoluz disse...

Muito boas as entrevistas... essas entidades da internet são muito engraçadas!
Valeu Jenny!
Percebi que a sua entrevista está bem mais maliciosa do que a do Johnny... menina safada!

Beijão
Gabi Dread

All3X disse...

O que posso perceber é que esses dois estão construindo tais personagens para criarem um alter ego no qual possam ser livres para se expressarem como bem quiserem, sem necessitar de dar satisfação a ninguém e, assim como, sem sofrer também censura alguma. (#momentopsicologia – está achando que é só você que pode dar pareceres é?rs)
Saindo desse meu debate barato, estou curtindo muito esses dois.
Valeu, All3X
(PS: ainda construo minha identidade secreta, você vai ver...)

Felipe Xavier disse...

Não poderia de ler a resposta né...

Ficou muito boa também, na mesma linha da anterior, espontânea.

Doutor Radioativo disse...

Criatividade!

Isso é muito legal

sempre quis ser um personagem de internet!
Pena que eu nunca consegui!:(

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