segunda-feira, 29 de junho de 2009

Pensar pequeno para voltar a ser grande



Dizem que a gente deve pensar grande, sempre. Porém, eu acho que as vezes essa atitude acaba tirando o foco do problema principal e fazendo com que atire-se em alvos impossíveis demais de serem atingidos, deixando os mais urgentes e simples de lado.

Eu nunca duvidei que o meu time, o Botafogo, o Glorioso de General Severiano, a Estrela Solitária não fosse grande, e nem que não tivesse ajudado a escrever a história do futebol brasileiro. Não somos campeões mundiais, nem da Libertadores, temos apenas um título nacional, mas revelamos craques, cedemos verdadeiras instituições da bola à seleção nacional, temos história pra contar, temos um passado de glórias e orgulho.

Já se vão mais de 10 anos desde o último suspiro grandioso do Botafogo, em 1995. Desde então, deixamos de ser o Glorioso e abraçamos a alcunha de cachorrada. Não me importo de fazer parte da cachorrada, abraço esse apelido como o Palestra abraçou o porco. Mas não quero ser um cachorro vira-lata que fica feliz com qualquer pedaço de nervo achado numa lata de lixo imunda.

O Botafogo deixou de ser grande. Glorioso será pra sempre, por causa de seu passado, mas sempre reclamamos dos urubus que adoram viver de passado, e estamos fazendo o mesmo. Pior. A camisa do Fogão não pesa mais, ninguém tem medo, ou respeito pelo Botafogo.

Fizemos uma boa campanha no Carioca? Fizemos...mas quem joga o Carioca? Flamengo, Fluminense, Vasco e...Voltaço, Cabofriense, Boa Vista, Macaé, Bangu, Resende, Tigres, Duque de Caxias, Americano e Madureira. Vamos combinar que não é o campeonato mais difícil do mundo.

Saímos grandes da Guanabara para nos apequenar no Brasileirão, junto com São Paulo, Palmeiras, Inter, Grêmio, Vitória, Cruzeiro, Corinthians e os outros tão grandes quanto. Deixamos o Carioca como um dos poderosos e viramos a Portuguesa do nacional.

Não desfaço da Portuguesa, pelo contrário, tem história, tradição, revela jogadores, tem torcida fanática que jamais abandona seu time. Mas é um time médio. Joga a Série B.oa de forma mediana, mas fez boa campanha no Paulistão.

O Botafogo precisa arrumar a casa. Mas esqueçam a mansão, o Glorioso precisa se mudar para um sobradinho humilde no subúrbio e começar a pensar pequeno. Pensar pequeno pra voltar a ser grande.

A começar pela diretoria. Botem na cabeça que o Botafogo tem problemas. Sérios. Arrumem as finanças, que são complicadíssimas. Esqueçam as estrelas, ou as pseudo-estrelas, busquem na base, busquem os moleques que querem uma oportunidade e vão jogar por isso. Apertem e controlem o chinelinho, que tá de praxe em General Severiano.

Pensem como um time pequeno, que teve sua primeira oportunidade de estar entre os grandes. Mirem-se em exemplos como o Barueri. Ponham ordem na casa, e não é com o frouxo do Ney Franco que isso vai ser feito. Busquem um técnico de verdade, que comande a equipe, eu escolheria um caboclo como o Vágner Benazzi, acostumado com orçamento apertado, condições não favoráveis e vontade REAL de trabalhar.

Acariciem a torcida, que jamais abandonou o time, façam a gente ter vontade de ir até o Niltão. O Botafogo era mais feliz em Caio Martins? Talvez...mas agora temos que amar nossa casa em Engenho de Dentro.

Esqueçam título, G4 (G4 pra que? Acham mesmo, que agora, o Fogo tem condições de jogar uma Libertadores? Sejam sinceros), e esqueçam a Sulamericana. Chegou a hora de ser humilde, brigar pela dignidade e ficar na primeira divisão.

Dos times grandes que já frequentaram a Série B.oa, o Botafogo foi o único que não aprendeu nada. Não tirou nem uma liçãozinha de lá e continua cometendo os mesmos erros.

Podem achar prematuro eu falar tudo isso, o Fogão pode dar uma arrancada no Brasileiro e ficar longe do rebaixamento. Mas não é o rebaixamento que me preocupa. Pelo contrário, não tenho vergonha da Série B, acho-a muito digna, tenho vergonha é de vender o almoço pra pagar o jantar.

3 Comentários:

Zè da Fiel (sendo solidario em seu sofrimento) disse...

As pessoas mais antigas com certeza tem mais apreço ao passado do que os jovens. Nossa um pleonasmo vão dizer.Idiota. vão dizer, concordo(menos com o idiota)as pessoas ficam presas ao passado, esse è o problema, eu tenho mais ou menos trinta e vi algumas vezes o timão começar pessimamente um campeonato, derrepente começa a ganhar, e na raça e ser campeão ou quase. Muitos de nossos dirigentes ainda pensam assim, ainda esperam o milagre da virada - ora, seu o Goias e o Nautico conseguem fazer uma virada no segundo turno espetacular, por que um time grande como o meu não pode? -Justamente por ser time grande. A queda de um time grande è maior, todo time pequeno joga com a alma contra um time grande. quem è grande não subestima time grande, time grande tem as crises escancaradas pela imprensa, time grande sente falta da torcida e jogador sente quando ouve ela xinga o proprio time na arquibancada.
O time do corinthians tem uma vantagem sobre os outros. O terrão. Todo ano o curintha revela pelo menos dois jogadores jovens, e os usa. O grande problema dos times è não ter peças de reposição, certo? A resposta è ter uma categoria de base, que o cara saiba que vai jogar no time de cima, e que a torcida abrace a ideia. Ta bom Lulinha, Boquita e Dentinho não è tudo isso? Mas não è melhor do que ter um jogador por seis meses, contar com ele e no meio do brasileirão descobrir que ele foi pro araklad, breinfreikoski ou pro chintokasatesuski xangai? Os dirigentes tem de por o pè no chão, fazer uma defesa forte e confiavel, tentar um ex-jogador de estrela e ter uns moleques sangue nos oìo do terrão.Todo time devia ter um terrão.

Etevaldo disse...

Querida Jenny!

Não posso te dizer que sei o que é esse sentimento de torcedor de um clube que há decadas apenas tem ganhado 1 brasileiro e os cariocas da rotina, porque como gremista me acostumei, mal é verdade, a vários titulos um atrás do outro. Tanto que este jejum de 8 anos, sim o ultimo foi a CB de 2001, já está dando nos nervos.

Mas vou dizer o que sempre digo. Para se ter um time vencedor, primeiro é preciso olhar a base com muito carinho. Esquecer de querer ganhar titulos por um tempo. Então focar toda a energia em montar um grupo. Aos poucos. O Internacional fez isso, quando todos achavam que iriam entra naquela fila eterna.

É verdade que crucificaram o presidente Fernando Mirando, chamando-o de pequeno. Mas ele estáva certo ao abdicar dos triunfos em prol da base. O que o Carvalho fez foi apenas pegar o time pronto. Não dou um centávo de mérito para o falastrão.

Então, cara Jenny, a torcida do Fogão precisa pensar pequeno por uns 3 anos pelo menos, daí sim, com gerencia e comando adequado na base, o Fogão poderá brigar com todas as cobras criadas deste brasileirão.

E como bom filho de um botafoguense já falecido, tenho esperanças de um dia vibrar com esse time carioca. E porque não?

Bruno disse...

Vou ser bem sincero não tenho mais medo do Botafogo, ah muito tempo, não faz parte da lista, tipo São Paulo, Boca, Palmeiras (só jogando em SP), Cruzeiro (toca dos inferno). Como eu ja disse antes, falta gente honesta e com formação profissional adequada pra melhorar a vida do Botafogo, só amador não dá, só a paixão não salva o casamento, tem que ter trabalho, visão, inteligência, jogo de cintura e outros temperos.

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