sexta-feira, 3 de julho de 2009

Nada Pode Ser Maior


Nós como bons torcedores, sem hesitarmos sequer, aplaudiremos o Grêmio aonde o Grêmio estiver

Não posso mesmo acreditar que alguma coisa possa ser maior que o amor e paixão dessa torcida.

Porto Alegre que era vermelho um dia antes, tornou-se de um azul intenso, o Estádio Olímpico Monumental lotou, 40.000 pessoas, 40.000 jogadores, 40.000 guerreiros. Cada um acreditando no Imortal Tricolor.

O Grêmio começou do jeitinho que deveria começar, Herrera em campo, Alex Mineiro no banco, Ruy Cabeção livre para procurar outro time. No campo, jogadores com vontade de fazer gol, mas com cabeça fria o suficiente pra não se enrolar. Onze homens que não estavam ali para brincar, a média de faltas do primeiro tempo foi bem alta, Tcheco tomou um cartão amarelo logo aos 4 minutos graças a uma entrada no bandido do Kléber.

Não vou nem entrar em mérito de arbitragem. Maxi López na mesma linha no lance de impedimento e um pênalti não marcado. Oscar Ruiz, uma mocinha vesga que não deixava o jogo correr.
Mas daí caímos no problema recorrente do tricolor gaúcho, a falta de mira, chances boas de gol que foram desperdiçadas. Grêmio jogando no coletivo, Cruzeiro apostando no talento individual, já que a saída de bola tava bem marcada. E foi no talento individual que a Raposa, bicho ardiloso, emendou dois gols seguidos com Wellington Paulista.


Eu, aqui, calei. Achei que todo mundo calaria. Eram cinco gols, mesma situação do Inter. Mesma situação, mais reações bem diferentes. Ao contrário do Colorado e sua torcida, os gremistas não se deixaram abater. Entraram no vestiário para o intervalo ainda ao som de uma torcida que desconhece limites.

Jogadores retornando pra fase final da partida, o capitão Tcheco é parado pelo repórter de campo da Sportv que pergunta: "Tcheco, agora vocês jogam pelo que? Pela dignidade?", o capitão olha prum lado, pro outro, abaixa a cabeça, pensa e responde: "Agora a gente joga pelo que você tá vendo em volta. Eles podiam ter ido embora e deixado o time aqui, mas não." O time pela torcida e a torcida pelo time, uma troca eterna, como deveria ser em qualquer clube.

O Grêmio continuou pressionando no segundo tempo, lutando, como só ele sabe fazer, pra retribuir os gritos de "sou do Grêmio, um sentimento que me faz amar" incessantes. Réver deu de presente, um gol, aos nove minutos. Os gritos ficaram mais altos.

Aos quatorze, Adilson, parando uma jogada com cheiro de gol certo do Cruzeiro, acerta Wagner com um carrinho ESPETACULAR, uma verdadeira pintura! Vai direto pra rua ao som de aplausos.

Um homem a menos, uma classificação perdida, pararia o Imortal? Não. Pararia a Geral? Não. Esforço novamente recompensado aos 29 minutos com um GOLAÇO de Showza. Agora ninguém pararia de cantar mesmo.

O que eu vi ontem? Futebol. Paixão. Não vi o Grêmio classificado, mas fui dormir satisfeita, pensando como seria incrível se todas as torcidas se comportassem assim.

A Raposa passa adiante e eu como não consigo ficar imparcial em nada, muito menos final de Libertadores, digo, o Estudiantes é Brasil na Liba \o/.

10 Comentários:

@TutorUnopar disse...

Torcida não entra em campo, não faz gol, não faz perna de pau virar craque, aliás, se torcida ganhasse jogo os penados de Minas seriam os maiores campeões, são tão passionais, que comemoram até vitória em jogo de botão. O que conta são títulos e glórias, ninguém se lembra nem do vice, porque irão de se lembrar de show de torcida.Que venha o Estudiantes.

Juan Roman Riquelme disse...

Nadie recordarán lo que cantó la hincha o que el Tcheco habló. Cuando lembrarem de la Libertadores 2009, recordará del campeón.

Saludos!

Kléber Gladiador disse...

Vejam os times que nós enfrentamos e quais o Grêmio enfrentou. Nem do Caracas conseguiu vencer, não tinha como...

Um abraço, Souza!

Muricy Ramalho disse...

Opa!

Etevaldo disse...

Pagamos pela falta de objetividade do ataque. Mais uma vez o Grêmio jogou melhor que o Cruzeiro, e mostrou o quanto a zaga cruzeirense é frágil.

Se o Estudiantes tiver mais objetividade, a tendência é sair tetra campeão da Libertadores.

Kleber mais uma vez alterna ótimos momento como jogador, e péssimos exemplos como homem. Cotovelo andou solto, e ainda se acha a vitima.

Não critico o Tcheco, porque a dona do blog me espancaria em rede nacional no twitter. Mas posso sentar o pau na direção, que trata seu torcedor como bicho. E ainda querem mais socios.

Jenny Taylor disse...

Borracho, ainda bem que você sabe que nessa casa não se fala mal do Tchequinho. :P

Lamentável o ocorrido do lado de fora do Olímpico. Muita gente com ingresso na mão ficou de fora por pura falta de organização e ainda tomou coice da Brigada.

Fica a pergunta, pq não levaram todo mundo que tava na Social pra delegacia tb? ¬¬ #freemaxilopez

_____Jubs!* disse...

O pior foram os dois gols do WELLINTON PAULISTA...
*rs



p.s: arrepiei com o que o Tcheco falou na volta do intervalo.

Bjs Jenny

Fernando disse...

Por que você não manda curriculum para a ESPN? Bem que tu poderia substituir a Soninha...

Bruno disse...

Baita comentário sobre o jogo e a torcida, mas a geral não é mais a mesma com era em 2005, 2006 e 2007, a coisa murchou e enfraqueceu, da pra se notar isso desde de 2008,são poucos agora que cantam alto o tempo todo, uma pena.

PS: Vou sempre na Geral a 3 anos e sei como são as coisas, mas é óbvio que mesmo assim ainda é 30 vezes melhor que a populixo e o seu trenzinho.

Bruno disse...

Só pra adicionar gostei do blog, vai pros favoritos, se expressa muito bem e tem bons textos.

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