terça-feira, 8 de setembro de 2009

Jenny Visita - O Museu do Futebol



"Visitar o Museu do Futebol é visitar a história do Brasil no século XX e descobrir por que somos habitados pelo futebol."

Pois é, lindezas, eu ainda não tinha ido ao Museu do Futebol, localizado no Estádio Paulo Machado de Carvalho A.K.A Pacaembu. Nesse feriado, decidi finalmente ir. Como todo bom museu, as fotografias são proibidas lá dentro, por isso vocês ficarão somente com meu relato escrito, mas vale a pena.



Começando pelo preço do ingresso, 6 honestíssimas realidades, que nem pesam no bolso de ninguém. O museu é algo incrível, para quem gosta de futebol, para quem gosta de história ou para quem quer só um passeio tranquilo e divertido. Aliás, só chegar até a Praça Charles Miller e olhar o Estádio já é um prazer, fácil um dos mais bonitos que vejo, a fachada tá um luxo de bem cuidada. Mas tome cuidado caso vá de carro, logo na entrada da praça, vários molequinhos vão tentar te vender um cartão da Zona Azul por R$10,00 (um absurdo!). NÃO COMPRE!!!! Comprando na bilheteria do Museu ou no Bar Brahma ao lado, o mesmo cartão sai por R$1,80 pelo mesmo período de três horas.

Mas vamos ao que interessa...logo na entrada do Museu, um salão enorme abriga coleções de times de futebol de botão, flâmulas, camisas de times  (essa exposição é temporária e vai somente até dia  06 de Dezembro) e fotografias de itens colecionáveis . Eu apaixonei de tal maneira por um jogo de botão do Juventus lindíssimo, pela camisa antiga do Londrina, pela flâmula do Nilton Santos e pela pin-up corintiana pendurada na parede. Também achei curiosa a flâmula do Inter onde um capetinha descia o sarrafo no mosqueteiro. Espirituoso. E se você tiver companhia e tempo, dá pra bater uma partidinha de botão nas mesas disponíveis.

Subindo a escada rolante, você é recepcionado por um Rei Pelé bilingue no melho estilo Joel Peiseime. E aí velhinho, é a hora de preparar o coração apaixonado. Por que dali é para uma sala escura onde os maiores jogadores do país flutuam no ar. Depois de ficar babando alguns minutos (por que é realmente muito bonito) sente numa das cabines e escute os maiores radialistas do país narrando gols históricos desde os anos 30 até 2006. Depois levante e use uma das televisões para ver e ouvir vários apaixonados por futebol narrando seus gols favoritos de seus times. Destaque para Aníbal Massaini e o gol do Denner pela Lusa em cima da Inter de Limeira, Sérgio Xavier e o gol de 81 de um Grêmio desacreditado e Galvão Bueno e o pênalti do Baggio.

Terminando essa experiência, você passará por uma porta giratória e subirá mais uma escada, para chegar no meu canto favorito. Debaixo da arquibancada do Pacaembu, no lugar que é de direito delas, as 30 maiores torcidas do país dão aquele show que eu tanto gosto. O barulho é ensurdecedor, mas o clima é de paixão total. Perguntei se podia colocar uma cama e viver ali. Fiquei uns 10 minutos apreciando o show e não vi a do Botafogo :( mas vi a do Grêmio, que chega a dar medo. O.o

Mais uns passinhos e uma sala mais clara e mais silenciosa para contar os primórdios do futebol brasileiro, ande mais um pouco e um salão maior só para Leônidas da Silva e Domingos da Guia, onde é traçado um paralelo entre os inventores do futebol-arte e escritores e músicos importantes.

Aí, depois disso, prepare o coração e o fígado, por que dói. Dói na alma. Uma instalação te leva direto para o Maracanaço em 1950. O Brasil tinha essa Copa ganha, bastava um empate com o Uruguai dentro de um Maracanã loado até a boca. Até o segundo gol da Celeste, um coração bate, depois disso é silêncio total. É a sensação de ver um Maracanã calar.

E não, você não pode pular a instalação, é obrigatória. Você tem que passar por isso! Tem que sentir a dor para chegar na próxima sala, bem mais alegre, com a história de todas as Copas. E cada espaço, dedicado aos anos, trazem o futebol e os fatos que ocorreram no mundo naquela época.

Pelé e Garrincha têm espaço só para eles. Com direito a camisa usada pelo Rei (dá um arrepio só de chegar perto...certo que eu já cheguei bem mais perto do Pelé, mas fiquei com vergonha de falar com ele ¬¬). Daí para o labirinto cheio de placas com curiosidades sobre o esporte, incluindo a maior goleada da história (Botafogo 24 x 0 Mangueira), menor público de um jogo (55 nego assistindo o Juventude no Olímpico) e tantas outras coisinhas pitorescas, explicações sobre jogadas, bolas e chuteiras através dos tempos e mesas de totó (ou pebolim, como você preferir) pra você se divertir.

Passando o labirinto, você chega a um portão aberto que dá direto para uma vista belíssima do Pacaembu, de frente para o Tobogã da Pobraiada. Vale lembrar que assim que entrei, dei de cara com um Colorado ¬¬, ande mais um pouco e assista uma seleção de gols, dribles e defesas. Desça mais uma escada e observe sobre sua cabeça as bandeiras dos maiores times do Brasil (a do Botafogo tá logo no começo) para então chegar na parte divertida da coisa, onde você pode jogar com uma bola virtual, bater pênalti e perder uns minutos olhando as fichas dos times.

Terminado o passeio, aproveite para passar na lujinha da Roxos e Doentes, comprar uma camisa nova do Corinthians, que ficou uma coisa linda (eu admito) e tomar um choppinho no Brahma. Com direito a sambinha e torcedor do Flamengo na mesa.

MUSEU DO FUTEBOL
www.museudofutebol.org.br
(11)3664-3848
Inteira R$6,00
Meia (para estudantes e maiores de 60 anos) R$3,00
Crianças até 7 anos não pagam
Horário de Funcionamento
Museu - terça a domingo 10h às 18h
Bilheteria - terça a domingo 10h às 17h
NÃO ABRE NOS DIAS DE JOGO.

11 Comentários:

Zé da Fiel(poetisando pela manhã) disse...

Eu não vi Pelé jogar, mas meu pai viu e não do Tobogã, pois no tempo dele tinha concha acustica. Dá pra acreditar? Concha acustica, pra orquestras... que apropriado, um palco para um regente!

Eu fui ver lá Black Sabbath e Kiss, Robert plant e Jimmy Page, Smashing Pumpinks e the Cure no pacaembu. E sem concha acustica. Mas pra min o maior momento foi pensar: estou pisando na mesma grama que Rivelino, Ademir da Guia, Socrates, Gerson e Pelé tambem devem ter pisado...

No simpatico e simplorio estadio do Pacaembu, onde humildemente a Fiel enterrou sua alma e faz dele a sua nossa casa:
"...não quero numerada. Eu vou de arquibancada pra sentir mais emoção..."

ps: vá na rua Javari, vá ver pelo menos um jogo do Juventus antes dele acabar. Afinal dizem que foi lá o gol mais bonito maracado pelo Pele

Anônimo disse...

Só pra constar a Veja diz que o horário do Museu em dias de jogos é colocada no site do Museu www.museudofutebol.org.br e que tem diz que ele vai abrir e dia que não vai.

Jenny Taylor disse...

Caro anonimo,

a informação foi tirada do folheto do próprio museu, q traz em letras vermelhas "o Museu ficará fechado em dias de jogos no Estádio do Pacaembu"

Aparentemente nos jogos durante o dia, o horário é alterado.

Felipe Barros disse...

Eu preciso ir no Museu do Futebol, ainda não fui - o que é uma vergonha pra alguém que se diz tão apaixonado por futebol como eu...

Enfim, seu texto só me deu mais vontade ainda de ir lá. Acho que vou esse sábado!

Bruno disse...

Me deu até vontade de ir, quem sabe um dia eu de uma passada pelas bandas de SP.

PS: Boa descrição do passeio, mesmo sem fotos fiquei curioso.

All3X disse...

Aposto que as futinhas da Jenny seriam as melhores...
Mas com sua fiel descrição dá para acompanhar bem o percurso e sentir um pouco como é passar por lá.
É, se somos mesmo o país do futebol, agora creio que o ES realmente não pertence ao resto da nação. É que nós temos aquele ar blasé para o futebol :P

Zè da Fiel disse...

Sei que a Jenny odeia o #vaicurintha, mas ela vai me perdoar de utilizar o espaço dela...com jeitinho e no bom sentido pra divulgar e aderir publicamente ao projeto:
"ABERTURA DA COPA NA FAZENDINHA"

mais informações em:
http://globoesporte.globo.com/yulebisetto/2009/09/09/ainda-sobre-o-morumbi/#comments

ps: a Jenny vestiu as camisas de Gremio, sao paulo, Palmeiras e calçou as mais do Flamengo
...mas as não faz uma preza pros manos da comunidade, nem umazinha. O unico post que ela dedicou ao #vaicurintha tinha a ver com o tour de france(???!!)mesmo assim cê tà ligada que eu acompanho teu blog fielmente, adora teus comentarios no twitter e to sempre indo dar uma olhando no #fogonorabo?

Jenny Taylor disse...

Zé, amado...

eu falei do Curintia nesses dois posts

http://elbigodonmardiiito.blogspot.com/2009/05/historias-do-futebol-juntando-fome-com.html

http://elbigodonmardiiito.blogspot.com/2009/07/corinthians-grande.html

Zé da Fiel disse...

Jenny eu sei, eu postei naquele da commemoração sobre o interregional de porto triste. Na verdade oque eu pedi, com toda a minha cara de pau, foi um post e que tu inicia-se com uma foto tua vestida nessa camiseta que tu falou que comprou, por que ate as camisaetas dos rivais ficaram mais agradaveis com tu dentro...mas pensando bem acho que tu disse que era preciso 100 milhas não era? pra tu posar vestida na camisa do corinthians? ...deixa eu ganhar na mega-sena

Jenny Taylor disse...

Não comprei Zé...só admirei a camisa nova do Curintia, tá realmente mto bonita. Mas compraria

Paulo Cezar Filho disse...

Quando eu fui, paguei só duas realidades, e fotografei tudo hahahahaha

Adorei o Museu. Quero um no Rio!!!

Se quiser as fotografias, avise no twitter.

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