Dessa vez eu fui um pouco mais longe do que no Morumbi. Na verdade minha viagem começou no Aeroporto Internacional de Guarulhos, onde todos usam máscara.
Conhecer Porto Alegre fazia parte dos meus planos, certamente. Então, enfiei alguns casacos dentro da mala e me mandei pra terra do futebol em duas cores. Sozinha dentro do avião, cheia de cagaço, pois odeio voar, passei uma hora e meia vendo nuvens pretas na janelinha e pegando turbulências cruéis no Paraná e entrando do Rio Grande do Sul.
Cheguei já quase de noite numa Porto Alegre nublada e menos fria do que esperava. No saguão do Aeroporto Salgado Filho, meu celular toca, e eu me dou conta que tô mesmo longe de casa quando as pessoas olham pra ver de onde vem aquele "Ninguém Cala" tocando.
Da janela do táxi eu vejo o Laçador, andamos mais um pouco e no farol vermelho, um rapaz de agasalho do Grêmio atravessa a rua. Primeiro sorriso que abri em PoA.
Passei três dias lá, andei muito, conheci um monte de gente, ví um monte de coisas, e posso dizer que, Porto Alegre É:
- acima de tudo, AZUL;
- chegar lá com medo por que passou a vida inteira escutando que gaúcho é nojento e descobrir que todo mundo é super simpático e te trata como se te conhecesse há anos;
- ligar a TV do hotel e ficar feliz por que está passando Série B do Gauchão na TVCOM;
- assistir num bar cheio de Colorados, o primeiro gol da LDU;
- SÓ tomar Polar trincando de gelada;
- achar que não vai conhecer ninguém e no mesmo dia encontrar um monte de gente legal, e de repente se sentir em casa;
- descobrir que todo bar é legal, até o pé de porco mais xinfrim;
- aliás, descobrir que pé de porco lá é polícia e não boteco;
- e descobrir isso da boca de um Brigadiano gremista e com um sorriso lindo;
- sentir um arrepio quando você avista de longe, o Olímpico pela primeira vez;
- passear por qualquer rua e ver que a cidade respira futebol. Que tem sempre alguém querendo te contar uma história sobre algum Grenal;
- ganhar um presente que há muito tempo você cobiçava;
- passar horas conversando com o seu Geraldo, 67 anos, gremista doente e cheio de histórias pra contar;
- passar horas conversando com um colorado de bochechas rosadas e sotaque aházador, mesmo não prestando muita atenção no que ele tá falando :P;
- ouvir "tu" e "ti" o dia inteiro;
- aprender que lá se come na lancheria, se pega ônibus na parada e se atravessa na sinaleira;
- ter a vida salva pelo podraço mais style do mundo, às 3 da manhã no boteco na esquina do hotel;
- pegar um vento ardido na beira do Guaíba;
- não resistir, mesmo com o pé ardendo de tanto andar, e ir de novo no Olímpico;
- fazer o @Viniciusc e chamar a bomba do chimarrão de canudo sempre, só pra ver a carinha deles;
- pedir informação na rua pra 300 pessoas e sempre pedir pra repetir, por que eles falam muito rápido;
- ter o mapinha amigo sempre na mão, mas mesmo assim se perder ¬¬;
- conhecer o @Kero_ , lindo, querido e um charme com aquele boné;
- ver que todos os homens fazem questão de carregar sua mochila e/ou mala;
- passar no Preliminar antes de dizer adeus à casa do Imortal;
- ouvir sábado de madrugada o tio do hotel perguntar: "mas já vai, tu não vai ficar pra ver teu time jogar?"
- improvisar uma caminha com uma poltrona e a mala no Salgado Filho e dormir assistindo Galpão Crioulo na RBS, enquanto espera o vôo.
Eu adorei PoA, e recomendo pra todo mundo que nunca foi. A cidade é bonita, a vibe das pessoas é ótima, pra quem ama futebol é um prato cheio e esqueçam essa de que gaúcho é metido e antipático.

A bola já corre solta no Zero Hora no Aeroporto.
Pelotas x Brasil – Farroupilha pela B do Gauchão.
Fui chegando de longe e vi isso aqui…devo admitir que gerou água.
De manhã cedinho, com o Grêmio onde o Grêmio estiver.

A Toca do Gremista


Na calçada da entrada do Olímpico, tem todos os títulos da história do Clube (só tirei foto dos principais).
O Botafogo é Brasil na Azenha \o/
Mesmo depois da chinelada do dia anterior, as bandeiras continuavam nas janelas (na verdade, acho que elas não saem nunca).
Não fui só eu que fiquei intrigada com isso. O.o
Usina do Gasomêtro.
Na beira do Guaíba também se bate um tamborzinho

Até agora não sei se é rio ou se é lago.
Além das plaquinhas da Pepsi também tem aqueles jatinhos de água, conhecidos no Rio como “Carioca Cuca Fresca”. Seria um “Gaúcho Cuca Fresca”?

De um lado o Guaíba, do outro céu fechado e prédios, mas mesmo assim, bonito até.

Láááá no fundo, o Beira-Rio. Olhei e pensei, “tô fudida” e comecei a andar…andar…

Atrapalhei todo mundo que tava correndo…haha PEGAEL!

O Beira-Rio. Não…mentira. :P
Futuros talentos do futebol do Sul.
AÊ, CHEGUEI…finalmente \o/

Vista traseira (UI!) do Gigante
Esse vestiário tava aberto e abandonado, eu devia ter entrado…


Mais Beira-Rio, agora de ladinho (UI!) e de frente.
A coisa mais bizarra que vi em PoA
A recepção achei que tá bem bonita.
Tapumes chics, Morumbi fazendo escola
De volta ao Olímpico…GALAAAAAAAAAAAAATTO
O uniforme de 1920 é lindinho demais! Detalhe do casaquinho…deixaria Juve Juvêncio intrigado.
O balcão da umidificação



Se eu tivesse tirado foto de tudo que achei incrível no Memorial do tricolor, ficaria 10 anos fazendo esse post.

Renato e O Capitão, de León
Primeiro estádio do Grêmio
A bola do último jogo do Lara
Libertadores e ao fundo, um Brasileiro
Os pés do Capitão
Os pés de Renato, que aparentemente, foram usados de cinzeiro.
Entrada do Memorial
O famoso Trovão Azul
Coca Cola azul é só no Olímpico
Lujinha…claro, tem que ter.
Sede social e um tio, que eu acho que tava com mais dor nos pés do que eu, pela cara dele.
Campo suplementar
A imagem que me fez andar mesmo com os pés, as pernas, e os joelhos estourados.
Vou sentir falta de ver um monte de azulzinho na rua.